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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Dilma tem 39%, Aécio, 21%, e Campos, 10%, indica pesquisa Ibope

19/06/2014 09h58 - Atualizado em 19/06/2014 10h03

O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (19), em Brasília.

Instituto ouviu 2.002 eleitores entre os últimos dias 13 e 15 em 142 cidades.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff  (PT) obteve 39% das intenções de voto na disputa deste ano pelo Palácio do Planalto em pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (19) e encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os outros dez candidatos e pré-candidatos a presidente da República somados acumulam 40%.
O segundo colocado na pesquisa é o senador Aécio Neves (MG), que foi oficializado no último sábado candidato do PSDB à sucessão de Dilma. Segundo o levantamento eleitoral, ele somou 21% das intenções de voto; o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pré-candidato do PSB, somou 10%; e, de acordo com a pesquisa, o quarto colocado na disputa presidencial é o Pastor Everaldo, do PSC (3%).
Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:
- Dilma Rousseff (PT):  39%
- Aécio Neves (PSDB):  21%
- Eduardo Campos  (PSB): 10%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Magno Malta (PR): 2%
- José Maria (PSTU): 1%
- Outros com menos de 1%: 3%
- Brancos e nulos: 13%
- Não sabe/não respondeu: 8%

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 142 municípios entre os dias 13 e 15 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00171/2014.

sábado, 14 de junho de 2014

Pesquisa Sensus aponta nova queda de Dilma

Pesquisa feita pelo Instituto Sensus mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu uma nova queda nas intenções


Atualizado: 14/06/2014 10:05 | Por AE, estadao.com.br
Pesquisa feita pelo Instituto Sensus mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu uma nova queda nas intenções de voto. No cenário mais provável, que inclui as candidaturas de partidos nanicos, a presidente caiu de 34% das intenções em abril para 32,2% no levantamento divulgado neste sábado pela revista IstoÉ.
Na direção contrária de Dilma, o senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB, subiu de 19,9% para 21,5% das intenções. Já Eduardo Campos, do PSB, oscilou negativamente de 8,3% para 7,5%, variação dentro da margem de erro de 1,4 ponto porcentual.
No mesmo cenário, o pastor Everaldo Pereira (PSC) se manteve com 2,3% das intenções de voto, Mauro Iasi (PCB) saiu de 0,3% para 1,7%, Eymael (PDC) ficou com os mesmos 0,4% de abril e Levy Fidelix (PRTB) oscilou de 0,1% para 0,2%. Randolfe Rodrigues (PSOL), que retirou ontem seu nome da disputa presidencial em favor de Luciana Genro, oscilou de 1,0% em abril para 0,9%. Brancos, nulos e indecisos caíram de 33,9% para 28,8%.
Nas simulações de segundo turno, a diferença entre a presidente Dilma Rousseff e seus potenciais adversários caiu. No cenário com Aécio Neves, o placar fica em 37,8% contra 32,7% do tucano (diferença de 5,1 pontos porcentuais). Em abril, Dilma ganharia de Aécio de 38,6% contra 31,9% (6,7 pontos porcentuais).
Quando o oponente de Dilma é Eduardo Campos, a presidente ganharia com 37,5% contra 26,9% (10,6 pontos de diferença). Em abril, o placar era de 39,1% para a petista contra 24,8% do pessebista (14,3 pontos).
A pesquisa Sensus, contratada pelo próprio Instituto, foi a campo entre 26 de maio e 4 de junho e ouviu 5000 eleitores em 191 municípios de 24 Estados do País. O levantamento tem nível de confiança estimado de 95% e margem de erro máxima de 1,4 ponto porcentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00161/2014.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Aécio Neves supera Dilma Rousseff em Goiás, revela pesquisa do Instituto Verus



JORNAL OPÇÃO


Pesquisa do Instituto Verus, dirigido por Luiz Felipe Gabriel, mostra que a situação da presidente Dilma Rousseff está complicada em Goiás. O levantamento, feito com 1.200 eleitores, em todo o Estado, entre 1º e 8 de junho, indica que Aécio Neves, pré-candidato a presidente pelo PSDB, tem 30% das intenções de voto. Dilma Rousseff é a segunda colocada – com 29,7%. Os dados caracterizam empate técnico, dada a margem de erro, mas a informação relevante é que a presidente não está bem e o tucano tem mais votos (intenções) do que em nível nacional (22%, numa pesquisa). Eduardo Campos (PSB) tem 18,3%.
A pesquisa, que foi divulgada na quinta-feira, 12, pelo jornal “Diário da Manhã”, está registrada no TRE (nº GO-00038/2014) no TSE.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Ibope: Dilma cai para 38%, e Aécio sobe para 22%

A  menos de um mês do início da campanha, pesquisa do Ibope mostra queda de Dilma e aumento das chances de a eleição ser resolvida no 2º turno

VEJA 

Dilma Rousseff, Eduardo Campos, e Aécio Neves
Dilma Rousseff, Eduardo Campos, e Aécio Neves ( Reuters e Folhapress e AFP)
Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira mostra que a presidente Dilma Rousseff oscilou negativamente em relação ao último levantamento. No cenário mais provável, que inclui candidaturas de partidos nanicos, a presidente saiu de 37% das intenções de voto em abril para 40% em maio, e agora recuou para 38%. O pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, saiu de 14% em abril para 20% em maio, e agora alcançou seu maior patamar, com 22%. Eduardo Campos (PSB) soma 13% das intenções de voto, ante 11% em maio e 6% em abril.
No mesmo cenário, pastor Everaldo (PSC) manteve 3% das intenções de voto. José Maria (PSTU), Magno Malta (PR) e Eduardo Jorge (PV) têm 1% cada. Outros nanicos somam 1%. Brancos e nulos são 13% e indecisos, 7%. No levantamento de maio, brancos e nulos somavam 14% e indecisos, 10%.
A pesquisa foi contratada pela União dos Vereadores do Estado de São Paulo. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios entre 4 e 7 de junho. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais. O levantamento foi registrado sob o protocolo BR-00154/2014 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Segundo a Agência Estado, o Ibope testou cenários com diferentes vices para Aécio (José Serra, Tasso Jereissati e Aloysio Nunes), além de colocar Marina Silva (PSB) na chapa de Campos e Michel Temer (PMDB) na de Dilma. Marina é a única vice que provoca alterações significativas no panorama. Com seu nome associado ao dela, Campos fica com 17% a 18% das intenções de voto, a depender do cenário. A inclusão de Serra na chapa de Aécio faz com que o tucano marque 23%.

Segundo turno – No cenário comparável com as pesquisas anteriores, os concorrentes de Dilma somam 42%, quatro pontos a mais do que a petista. Isso indica que aumentou a chance de segundo turno. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 40%, e os adversários, 36%.
Em um eventual disputa com Aécio, a vantagem de Dilma caiu de 19 para 9 pontos porcentuais  –  em menos de um mês, o placar passou de 43% a 24% para 42% a 33%.
No cenário de confronto direto contra Campos, a petista também viu sua vantagem diminuir, de 20 pontos (42% a 22%) para 11 (41% a 30%).
A pesquisa também mostra que aumentou a rejeição à candidatura da presidente: a parcela do eleitorado que afirma que não votaria nela de jeito nenhum subiu de 33% para 38%.
(Com Estadão Conteúdo) 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Datafolha: Dilma cai a 34%, Aécio tem 19% e Campos, 7%

Eleições 2014

VEJA

Pesquisa confirma tendência de queda da petista. Eduardo Campos também oscila negativamente e Aécio é o único a se manter dentro da margem de erro

A presidente Dilma Roussef, o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos
A presidente Dilma Roussef, o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (Antonio Cruz/ABr e Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Uma nova pesquisa eleitoral do instituto Datafolha sobre a eleição presidencial confirma a tendência de queda da presidente Dilma Rousseff em sua tentativa de reeleição. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, Dilma caiu três pontos em relação à última pesquisa do instituto – a petista oscilou de 37% para 34%. Mas seus adversários na disputa ao Palácio do Planalto não subiram na preferência do eleitor. Aécio Neves (PSDB) tinha 20% e agora soma 19%, enquanto Eduardo Campos (PSB) aparece com 7%, ante 11% na pesquisa anterior.
O pré-candidato tucano foi o único entre os principais nomes na disputa que se manteve dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O cenário para um segundo turno, porém, mudou pouco. Somados, Aécio Neves, Eduardo Campos, o Pastor Everaldo (PSC) e demais pré-candidatos adversários de Dilma têm 35%, três pontos a menos do que no último levantamento. Mas, com a queda da petista, os rivais juntos seguem com um ponto percentual a mais do que a presidente, exatamente como no início de maio. A possibilidade do segundo turno, portanto, continua concreta.        
Reinaldo Azevedo:

Indecisos – A pesquisa revelou que o segmento que mais cresceu no intervalo de maio para junho foi o dos indecisos, de 8% para 13%. Já os que disseram pretender votar nulo ou em branco somam 17% – ou seja, quase um terço dos eleitores não possui candidato definido. 
Segundo o Datafolha, esses números podem ser interpretados como sinal de desalento dos eleitores com a política e também com os rumos da economia do país, o baixo crescimento econômico e a inflação em alta, fatores que têm contribuído para a queda de popularidade da presidente Dilma. A pesquisa foi realizada entre terça-feira, dia 3, e quinta, dia 5, em 207 municípios. O Datafolha ouviu 4.337 pessoas.


terça-feira, 20 de maio de 2014

POR QUE AÉCIO PODE GANHAR ESTA ELEIÇÃO


19/05/2014
 às 19:46 \ Política & Cia
VEJA

Coluna do

Ricardo Setti



leitura do mapa eleitoral de 2010 mostra que as coisas mudaram, para MUITO melhor, para o tucano em 2014

Aécio é celebrado por partidários ao ser eleito presidente do PSB, a 18 de maio do ano passado: quadro em 2014, com ele no páreo, é muito diferente do que Serra protagonizou em 2010 -- e é melhor (Foto: Gazeta do Povo)
Aécio é celebrado por partidários ao ser eleito presidente do PSB, a 18 de maio do ano passado: quadro em 2014, com ele no páreo, é muito diferente do que Serra protagonizou em 2010 — e é melhor (Foto: Gazeta do Povo)
A presidente Dilma venceu o tucano José Serra no segundo turno das eleições de 2010 por 12 milhões de votos — em percentual, ela teve 56,05% dos votos válidos, Serra, 43,95%.
Este texto pretende mostrar, com FATOS e NÚMEROS, como é perfeitamente possível que o candidato tucano em 2014, Aécio Neves, apresente um resultado muito diferente — podendo vencer as eleições.
Não estou levando em conta pesquisas de intenção de voto (em que Aécio vem subindo, bem como o outro candidato de oposição, Eduardo Campos, do PSB, ao passo que Dilma cai).
E, por ora, vamos SUPOR que Eduardo Campos, menos conhecido, com menos estrutura, menos apoios e menos bases estaduais do que as de Aécio, não consiga chegar ao segundo turno.
É claro que poderemos ter uma disputa Dilma x Eduardo Campos, ou, quem sabe — em política o impossível é apenas o que uma das possibilidades — até uma disputa Eduardo x Aécio.
O cenário deste texto, portanto, refere-se exclusivamente a uma disputa entre Dilma e Aécio.
Vou de início considerar o perfil muito diferente dos candidatos Aécio e Serra e, principalmente, as alianças partidárias que Serra NÃO conseguiu estabelecer em Estados vitais e que, com Aécio, vêm sendo formadas ou estão se esboçando. Depois disso, tratarei dos resultados eleitorais do segundo turno de 2010 e tentarei mostrar como eles poderão mudar, dramaticamente, neste ano — mudar para melhor para o PSDB.
E este post vai apresentar NÚMEROS. Vamos precisar somar para chegar à conclusão que apresento no segundo parágrafo acima.
Comecemos por rápidas considerações sobre diferenças de perfil entre os dois candidatos.
Dilma e Serra se cumprimentam antes do último debate da campanha passada, a 30 de setembro de 2010: o adversário da presidente este ano tem perfil bem diferente (Foto: Bruno Domingos/Reuters)
Dilma e Serra se cumprimentam antes do último debate da campanha passada, a 30 de setembro de 2010: o adversário da presidente este ano tem perfil bem diferente (Foto: Bruno Domingos/Reuters)
Serra, sem dúvida um notável administrador público, é um político individualista e criador de arestas; Aécio é agregador por natureza, circula em diferentes círculos, costura alianças com facilidade. Serra tem 72 anos de idade; Aécio, 54. Nem os mais ferrenhos admiradores de Serra consideram-no carismático; Aécio tem esse dom difícil de definir. Serra consegue se desentender e afastar correligionários; Aécio transita bem até com adversários. Serra já perdeu 2 eleições para prefeito e 2 para presidente; Aécio ganhou as 3 eleições majoritárias que disputou.
Posso estar redondamente enganado, mas parece-me que Aécio terá um índice de rejeição muito inferior ao que Serra alcançou nas eleições presidenciais que travou. Posso também estar redondamente enganado, mas penso que Aécio tem potencial para obter votos onde Serra não conseguiria.
Agora, vamos analisar a situação em vários Estados que definiram a eleição de 2010 em favor do lulopetismo — e nos quais a situação, neste 2014, tem tudo para ser bem diferente.
Iniciemos por MINAS GERAIS, o Estado que Aécio governou por 8 anos e que representa no Senado. Em Minas, Dilma massacrou José Serra no segundo turno, com 1,8 milhão de votos a mais.
Pimenta da Veiga (centro) com o ex-governador Antonio Anastasia (esq.) e Aécio: quer que o tucano ganhe em seu Estado, Minas, por 3,5 milhões de votos. Serra perdeu por 1,8 milhão em 2010 (Foto: otempo.com.br)
MINEIROS — Pimenta da Veiga (centro) com o ex-governador Antonio Anastasia (esq.) e Aécio: o candidato ao governo quer que o tucano ganhe em seu Estado, Minas, por 3,5 milhões de votos. Serra perdeu por 1,8 milhão em 2010 (Foto: otempo.com.br)
Com Aécio, que deixou o governo de Minas em 2010 com mais de 80% de popularidade após dois mandatos e se elegeu com votação recorde para o Senado, alguém duvida de que a história será outra? Até o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), poderá apoiar Aécio, seu aliado em duas eleições, mesmo tendo o líder de seu partido, Eduardo Campos, como aspirante ao Planalto. O candidato a governador pelo PSDB, Pimenta da Veiga, quer que a aliança de 16 partidos que o apóia — e a Aécio — faça com que o tucano vença Dilma por 3,5 milhões de votos.
Mas vamos supor que a diferença seja menor, seja de 3 milhões de votos. Só aí, levando em conta o 1,8 milhão que Dilma colocou sobre Serra, estará 4,8 milhões de votos menor a vantagem de 12 milhões que a presidente obteve sobre o rival tucano nas eleições passadas.
Sigamos agora para SÃO PAULO, o maior colégio eleitoral do país, com perto de 32 milhões de eleitores (quase 23% do total brasileiro, pouco acima de 141 milhões).
Em São Paulo, terra natal e base política de Serra, ele, naturalmente, venceu em 2010, por 1,9 milhão de votos de vantagem sobre Dilma. Na verdade, foi pouco — poderia ser mais. O governador Geraldo Alckmin, em 2006, disparou no primeiro turno 4 milhões de votos à frente do adversário petista — e ele era ninguém menos do que o próprio Lula, o “Deus” da ministra Marta Suplicy.
Alckmin e Lula durante um dos debates da campanha de 2010: o tucano bateu o "Deus" de Marta Suplicy, no primeiro turno, por 4 milhões de votos em São Paulo. Se Aécio consegue repetir a proeza... (Foto: Jonne Roriz/Agência Estado)
Alckmin e Lula durante um dos debates da campanha de 2010: o tucano bateu o “Deus” de Marta Suplicy, no primeiro turno, por 4 milhões de votos em São Paulo. Se Aécio consegue repetir a proeza… (Foto: Jonne Roriz/Agência Estado)
Admitamos, então, que, tendo um candidato de Minas e um vice de São Paulo, como se cogita, Aécio cresça em relação ao que obteve Serra. Em vez de 1,9 milhão de votos à frente, que tenha apenas 500 mil votos mais, e fecha o Estado com 2,4 milhões à frente da presidente Dilma.
Guardemos esse número: meio milhão de votos mais do que obteve Serra.
Vamos em frente. Agora, é a vez da BAHIA, quarto maior colégio do país, com mais de 10 milhões de eleitores. Ali, sem ter palanque nem apoio significativo, Serra viu-se esmagado por Dilma em 2010: perdeu por 2,8 milhões de votos!
Agora, a coisa mudou. Dilma não terá um palanque extraordinário no Estado — o candidato do PT, Rui Costa, deputado federal e ex-chefe da Casa Civil do governador Jaques Wagner, não provocou até agora um levante das massas em favor da bandeira vermelha do PT.
E terá pela frente uma chapa duríssima, que Aécio conseguiu montar aglutinando inimigos históricos irreconciliáveis, desta vez juntos para derrotar o PT no Estado e em nível nacional: o duas vezes ex-governador Paulo Souto (DEM), candidato ao Palácio de Ondina, o ex-deputado e ex-vice-presidente do Banco do Brasil Geddel Vieira Lima (PMDB), aspirante ao Senado, e o ex-deputado Joacy Góes, ex-diretor do jornal Tribuna da Bahia, candidato a vice-governador pelo PSDB. A chapa tem apoio do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), um dos dois prefeitos mais bem avaliados do Brasil.
Não é impossível que não apenas Aécio não seja derrotado na Bahia por margem considerável, mas que vença. De todo modo, os 2,8 milhões de votos a mais para Dilma de 2010 vão desabar.
Outro Estado em que as coisas mudaram radicalmente em relação a 2010 é PERNAMBUCO. O massacre ocorrido em Minas e na Bahia, proporcionalmente, se manteve em Pernambuco, onde Dilma saiu-se no segundo turno com 2,3 milhões de votos sobre Serra.
Agora o bicho vai pegar: o próprio Estado de Pernambuco tem candidato a presidente, com o ex-governador Eduardo Campos (PSB), eleito duas vezes por grande maioria e sempre bem avaliado nas pesquisas de opinião pública, e que tirou facilmente da Prefeitura do Recife o petista João da Costa Bezerra nas eleições de 2012 em prol do candidato de seu partido, Geraldo Júlio.
Souto (com o microfone), com Aécio (esq.), ACM Neto e Geddel: palanque forte do tucano na Bahia (Foto: ascom/democratas)
O ex-governador Paulo Souto (com o microfone), com Aécio (esq.), o prefeito ACM Neto e Geddel: palanque forte do tucano na Bahia (Foto: ascom/democratas)
Parece não haver dúvida de que Campos vai pulverizar a presidente Dilma em seu Estado natal, onde o eleitoral próprio do PSDB e do DEM poderão eliminar diferenças entre Aécio e a candidata do PT.
Digamos, então, que os 2,3 milhões de votos caiam para 300 mil em favor de Dilma. São 2 milhões de votos menos naquela vantagem apontada lá em cima, de 12 milhões.
A esta altura, já estamos EMPATADOS, teoricamente, em relação a 2010. Os 12 milhões de votos a mais de Dilma sobre Serra terão desaparecido.
Para não tornar este post interminável, vamos, então, examinar só mais três Estados nos quais Dilma fez a festa sobre Serra em 2010, mas que desta vez exibirão um panorama muito distinto: Ceará, Maranhão e Amazonas.
No CEARÁ, outra derrota impiedosa de Serra em 2010: ficou 2,3 milhões de votos para trás. Naquele ano, Serra estava praticamente sozinho no palanque — estavam com Dilma os irmãos Cid Gomes, governador, e o ex-ministro Ciro Gomes, que já foram tucanos, o PT local, que é forte, o PCdoB, que não é nanico, e o PMDB, sempre numeroso. Dilma ainda recebeu o reforço da presença constante de Lula na campanha. O único e relutante suporte de Serra no Ceará foi o então senador Tasso Jereissati, que não conseguiu se reeleger.
Desta vez, a ampla coligação que elegeu Dilma está problemática. O PMDB do senador Eunício Oliveira — líder disparado nas pesquisas de intenção de voto, com mais de 40% das preferências — deixou o governo de Cid Gomes (PROS), tem o apoio do PROS nacional e complica a vida dos irmãos Gomes. O PT está dividido entre apoiar o candidato dos Gomes — que ainda não se decidiram por um nome — ou lançar a ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins.
O três vezes ex-governador Tasso Jereissati decidiu voltar à política e Aécio está tentando costurar uma aliança com Eunício.
Tudo indica que dá para esquecer os 2,3 milhões de votos a mais de Dilma em 2010.
Até no MARANHÃO, onde parece que nada muda nunca, há novidades. O favorito disparado para vencer as eleições, até o momento, fincado em radical oposição ao domínio da família Sarney, é o ex-deputado Flávio Dino (PCdoB), também ex-presidente da Embratur, que ofereceu palanque a Aécio Neves e, posteriormente, a Eduardo Campos.
Apesar da aliança histórica do PCdoB com o PT, o PT local, pressionado por Dilma, apoia os Sarney, cujo candidato a governador é o senador suplente Lobão Filho (PMDB), que jamais disputou uma eleição antes e tornou-se candidato há algumas semanas substituindo um secretário de Estado inexpressivo.
Alguma coisa estranha anda acontecendo por lá, porque a governadora Roseana Sarney (PMDB), com quem Dilma contava para manter a folgada maioria que tem no Senado, desistiu de disputar o cargo e vai continuar no Palácio dos Leões até o dia 1º de janeiro de 2015.
Parece-me, portanto, que será um otimismo deslavado considerar que, tendo um candidato forte a governador fazendo campanha contra, Dilma repita em 2014 os 1,688 milhão de votos que, em 2010, livrou sobre Serra no Estado com a maioria dos piores indicadores sociais do país.
Arthur Virgílio, prefeito de Manaus e o mais popular do país: este ano, o presidenciável tucano terá palanque forte no Amazonas, onde Serra levou de 9 a 1 de Dilma (Foto: psdb.org)
Arthur Virgílio, prefeito de Manaus e o mais popular do país: este ano, o presidenciável tucano terá palanque forte no Amazonas, onde Serra levou de 9 a 1 de Dilma (Foto: psdb.org)
Finalmente, o AMAZONAS. O eleitorado é relativamente pequeno, próximo a 2 milhões de votos, mas o que aconteceu ali em 2010 é altamente expressivo. No primeiro turno, Dilma teve 90% dos votos válidos! Nove em cada dez! Foi, proporcionalmente, a mais severa derrota de Serra no país — e terminou, no segundo turno, com a presidente quase 1 milhão de votos na frente — 866 mil, para sermos mais exatos.
Serra estava solitário, isolado, sem nada e sem ninguém. Agora, terá no palanque o prefeito mais bem avaliado do Brasil, o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB), valendo sempre lembrar que Manaus e região detêm 60% do eleitorado amazonense.
No terceiro maior colégio eleitoral do país, o Rio de Janeiro, não se pode dizer que Dilma repetirá, na certa, a vitória por 1,7 milhão de votos a mais que Serra na disputa com Aécio.
A perspectiva de ter uma surpresa como a ex-presidente do Supremo Ellen Gracie como candidata ao governo, o apoio do PMDB e sua forte capilaridade no interior, e de figuras como Cesar Maia (ele próprio candidato a governador pelo DEM) e de Fernando Gabeira podem diminuir consideravelmente a diferença, sem contar que Aécio, criado no Rio de Janeiro por ser filho de deputado na época em que a Câmara ainda não fora transferida para Brasília, tem fortes conexões cariocas e fluminenses.
Não menciono outros Estados porque, longe de ser problemas para o PSDB e aliados, são terra fértil para eles: os tucanos venceram as eleições de 2006 e de 2010 no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e tendem a voltar ganhar em todo o Sul, com seu enorme contingente de 21 milhões de eleitores. José Serra venceu Dilma nos dois Mato Grosso e em Goiás em 2010, grande cinturão do agronegócio, que anda furioso com o governo petista.
Feitas as contas, vê-se que a leitura do cenário de 2010, com os atores e as mudanças de 2014, tornam perfeitamente possível uma vitória tucana no dia 26 de outubro próximo — data da realização do segundo turno das eleições para presidente e governador.

sábado, 3 de maio de 2014

Pesquisa Sensus mostra segundo turno entre Aécio e Dilma

Resultados confirmam tendência de subida de Aécio e queda de Dilma
Pesquisa Sensus mostra segundo turno entre Aécio e Dilma

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece a menos de 12 pontos da presidente Dilma Rousseff em pesquisa de intenção de voto feita pelo Instituto Sensus. Divulgado neste sábado (3) pela revista IstoÉ, o levantamento mostra Aécio com 23,7% na preferência dos eleitores, contra 35% de Dilma. Ambos disputariam o segundo turno da eleição presidencial. Veja a íntegra da pesquisa no site da revista: A caminho do segundo turno.

Mais uma vez a expectativa de queda nas intenções de voto em Dilma provocou alta na Bovespa. O índice Ibovespa, o principal da Bolsa, teve ganho de 2,52% na sexta-feira (2), graças em boa parte às ações da Petrobras, que subiram até 6,22%. Para investidores, ter Aécio Neves no lugar de Dilma é boa notícia, pela perspectiva de resgate da estatal.
http://www.blogbrasileiro.com.br/

terça-feira, 29 de abril de 2014

Aécio sobe 4,6% em nova pesquisa CNT/MDA

Ricardo Della Coletta e Daiene Cardoso | Estadão.com.br
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Levantamento mostra queda nas intenções de voto em Dilma e avanço dos dois principais adversários



Foram entrevistadas 2.002 pessoas, entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00086-2014.O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, aparece com 21,6% das intenções de voto em abril, frente a 17% no início deste ano. O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), soma 11,8% das intenções de voto, avanço de pouco menos de dois pontos percentuais em relação a fevereiro de 2014. Brancos e nulos chegaram em 20% e o porcentual dos que não sabem ou não responderam atingiu a 9,6%.

terça-feira, 22 de abril de 2014

DATAFOLHA PRÓ-CAMPOS ANIMA CAMPANHA DO PSB

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A última pesquisa do Instituto Datafolha, publicada nesta segunda-feira (21), turbinou os ânimos da campanha presidencial do PSB; de acordo com o estudo, quando o eleitor leva em conta apenas os candidatos que “conhece bem”, Campos aparece com 28% das intenções de voto, estando tecnicamente empatado com a presidente Dilma Rousseff (PT); o índice é a coroação da estratégia delineada pelo socialista, de que primeiro é necessário tornar-se conhecido pelo eleitorado e, de forma paralela, trabalhar para transferir parte dos 20 milhões de votos, que a sua vice, a ex-senadora Marina Silva, obteve nas últimas eleições presidenciais.                                  



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