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4ª Exposição do Fila Brasileiro de Três Corações | CAFIB 19/08/2018

CANIL CIRCUITO CAIPIRA | CNPJ 29.238.572/0001-95

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domingo, 20 de julho de 2014

Economia do Brasil sem máscara





Ossami Sakamori





Hoje, vou abordar o assunto sem meias palavras. Vou utilizar linguagem que foge do economês para os leigos poderem entender o que se passa com  a nossa economia. Vejam as maquiagens que a Dilma faz, para manter-se no governo.  As maquiagens estão caindo e a cara nua está aparecendo. A verdadeira face da economia brasileira é extremamente feia! Os comentários que seguem, não guardam nenhum paralelo com os da imprensa. Prestem atenção no que vou a dizer. 

1. Dólar desvalorizado. 

O ministro Guido Mantega e o presidente do BC Alexandre Tombini mantém dólar desvalorizado.  Intenção da Dilma é provocar "sensação de bem estar" e "sensação do poder de compra".  Objetivo: Ganhar eleições.  Prejuízo: O dólar desvalorizado sucateia indústria brasileira e assim cria menos emprego no País.  Não há empresa que ganhe na competitividade com o dólar no patamar que está.  O dólar deveria estar sendo cotado acima de R$ 3,00.  Isto é o centro do problema. 

2. Selic alto.

A taxa Selic, renovado ontem em 11%, está 4,5% acima da inflação oficial, IPCA.  Os juros reais do Brasil é a mais alta entre os 40 maiores economia do mundo.  Objetivo: Atrair os especuladores nacionais e internacionais, para financiar a dívida pública federal.  Prejuízo: Juros altos, provoca "bola de neve" na dívida interna do País. Como o País não consegue pagar nem os  juros, a dívida pública cresce assustadoramente. Não sente o resultado agora, mas no médio prazo.  Isto vai dar em m... ! Isto a imprensa não fala!

3. Preços administrados engessados.

O governo da Dilma engessou os preços administrados, como tarifa de transporte de massas, tarifas de energia elétrica e combustíveis.  Objetivo: Segurar a inflação oficial dentro do teto da meta de 6,5%.  Prejuízo: Os preços administrados estão endividando e sucateando as empresas do setor de energia e de petróleo, sobretudo Eletrobras e Petrobras.  Uma hora, esta conta vem para o povo.  Somado ao efeito da defasagem cambial, no realinhamento dos preços relativos, isto vai ser como botar gasolina na fogueira.

4. Bolsa miséria.

O governo federal dá benefícios dos programas sociais para 13 milhões de famílias ou 52 milhões de pessoas.  Objetivo: Oficialmente, para matar a fome da população.  Prejuízo: Sem os respectivos programas de educação e capacitação, cria-se população permanentemente dependente de auxílio ou subsídio do governo. Criamos um cercadinho de cordeirinhos votando na Dilma, assim pensa ela. Lembrando, com o dinheiro dos contribuintes.

5. Bolsa empresário.

O governo investiu R$ 450 bilhões no programa denominado de PSI - Programa de Sustentação de Investimentos. Através do BNDES empresta às empresas amigas do poder, recebem empréstimos com juros subsidiados de 3,5% ao ano, enquanto o Tesouro paga no mercado juros de 11% para financiar o programa PSI. Objetivo: Oficialmente, alavancar o crescimento da indústria brasileira.  Prejuízo: Os números mostram que ao invés de criar empresas competitivas, estão criando empresas viciadas em subsídios, estas ficarão eternamente dependente das tetas do governo federal.  Quem paga o subsídio é o contribuinte. 

6. Inflação em alta.  

O governo Dilma estabeleceu como meta de inflação 4,5% para o ano de 2014.  No meio do ano, esta meta já está estourada.  Está batendo, no imaginário "teto" da meta de 6,5% ao ano.  Inflação tem teto e piso? Muito engraçado inflação ter teto e piso!Objetivo: Tentar mostrar ao otário do povo brasileiro que a inflação está sob controle.  Prejuízo: Enquanto a Dilma tenta segurar a inflação dentro do teto da meta, mediante manipulação do câmbio, da taxa de juros Selic e dos preços administrados, a política econômica (sic) fajuta da Dilma vai fazendo água.  Daqui a pouco estoura a represa gigantesca!  Haverá muitas vítimas, com certeza!

O indício de que a Dilma não está conseguindo segurar inflação é que o mercado financeiro está a exigir do Banco Central remuneração dos empréstimos para com o Tesouro, acima da taxa Selic de 11%.  A inflação real está sendo considerado pelo mercado financeiro como sendo 12% ao ano.  A inflação do bolso, à essa altura, já ultrapassa os 20% ao ano.  O problema da inflação é expansão da base monetária, o resto é conversa para boi dormir. 

7. Resumo.
Digamos, que o Brasil se encontra na situação pré Argentina.  Se descuidarmos viramos amanhã uma Grécia, um Portugal ou uma Espanha, com desemprego em massa! É mais do que urgente e necessário a mudança da política econômica, impondo austeridade fiscal e colocando vários instrumentos exercendo suas funções originais.  

Recorte este texto, guarde-o e leia no final do ano. 
Ossami Sakamori

terça-feira, 24 de junho de 2014

Com PIBinho, Dilma não ganha eleições nem a pau!

Ossami Sakamori
Crédito da imagem: Diário do Litoral


Felizmente, os feriados por conta da Copa do Mundo está a terminar. Foram 3 dias de meio feriado no Brasil todo, sendo ou não sedes do evento.  O evento continua mas nos finais de semana até o término da Copa, no mês de julho, na cidade de Rio de Janeiro. 

A imprensa noticia, como sempre, as meias verdades. Colocam nas manchetes o movimento de restaurantes e hotéis nas sedes do evento, devido ao afluxo de estrangeiros torcedores.  Esquecem de comentar que o País parou nos dias que o time do Brasil esteve participando.

Já fiz matérias sobre isto.  A realização da Copa 2014, ao contrário do que o governo divulgam, trouxe prejuízo líquido em termo de PIB.  Lembrando que a Copa custou ao País R$ 50,8 bilhões.  A conta como sempre ficou para o povo pagar nos próximos anos, compulsoriamente, em forma de impostos.  

Neste início de semana, o boletim Focus do Banco Central divulgou a nova projeção de PIB do ano de 2014 em pífio 1,16%. Lembando que o orçamento da União foi baseado em projeção de crescimento para o ano de 2014 em 4,5%.  No início deste ano, já apontava projeção do PIB para 2014 em 2,6%.  Neste mês de junho, vai apontar crescimento negativo do PIB e é muito provável que o segundo trimestre termine com PIB negativo.

O quadro da economia não está nada bom.  O setor industrial contribuiu com PIB negativo, já no mês de maio. No mês de junho, por motivos expostos o crescimento do PIB vai continuar em queda.  Vamos considerar que, se o País conseguir fechar o PIB positivo, já seria um grande feito. Mas, com certeza o crescimento do PIB de 2014, será menor que 1%.

O governo Dilma, os analistas econômicos, empresários em geral estão atônitos com a repentina desaceleração da economia.  Para este blog, isto não é novidade.  A situação que hoje configura já era esperado por mim, baseado em pilares que sustenta a política econômica (sic) da Dilma. 

O quadro se agrava se considerarmos que a desaceleração da economia vem acompanhado de crescimento da inflação.  O quadro que denominamos de estagflação. A soma de inflação com desemprego é quadro bastante preocupante.  Isto é consequência da política econômica equivocada, baseado em valorização do real ou desvalorização do dólar.  O País passou da posição de exportador para importador.  A Dilma preferiu criar emprego lá fora, em detrimento à criação de empregos aqui no Brasil.

A Dilma não vai propor nenhuma medida de impacto na área econômica para corrigir os equívocos cometidos.  Pelo menos até o término de eleições, previsto para dia 26 de outubro, não tomará nenhuma medida estruturante na economia.  Dilma fará, no máximo, lançamento de programas e promessas de mudanças.  Nada fará para mudar a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" do povo.  Dilma quer se reeleger a todo o custo.

O terreno está fértil para as oposições ganhar as próximas eleições.  Nem precisa mais ser candidato com muita luminosidade.  Basta não falar besteira e propor a mudança que o povo quer.  Detectar que mudança o povo quer, precisaria que os candidatos desçam do palanque e se misturem no meio do povo.  Basta detectar os mais agudos problemas que o povo deseja de mudança.  

Com o PIBinho e inflação, nem Dilma e tão pouco Lula vão ganhar eleições em outubro deste ano.  Enfim, o Brasil vai experimentar os novos ventos, as novas brisas.  A certeza que eu tenho que na próxima primavera, as brisas da primavera soprarão no Brasil, de norte a sul. 


Dilma não ganha eleições, nem a pau!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Brasil fica em 24º lugar em ranking mundial de crescimento econômico, mostra estudo

O GLOBO 
30.05.2014 | RONALDO D'ERCOLE 


SÃO PAULO - O fraco desempenho da economia no primeiro trimestre fez com que o Brasil ficasse na 24ª posição entre as economias que mais cresceram no mundo neste início de ano, de acordo com ranking elaborado pela Austin Rating. Entre os países latino-americanos, o Brasil superou o México (25º, com 1,8% de alta do PIB na comparação com o primeiro trimestre de 2013), mas está atrás do Peru, o sexto colocado, que teve expansão de 4,8%, e do Chile, o 18º, cuja economia avançou 2,6% no período.
O IBGE divulgou nesta sexta-feira que o PIB (soma de bens e serviços produzidos) do país teve crescimento de 0,2% de janeiro a março deste ano, na comparação com quatro trimestre de 2013, e de 1,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
Na compilação da Austin, a China segue com folga na liderança, com expansão de 7,4% na comparação do primeiro trimestre deste ano com igual período de 2013, seguida de Malásia (6,2%) e das Filipinas (5,7%). Apesar da crise que resiste na Europa e na América do Norte, grandes economias dessas regiões conseguiram crescer mais que o Brasil.
O Reino Unido, o 112º da lista, avançou 3,1% no primeiro trimestre, enquanto os Estados Unidos e Alemanha (21º e 22º, respectivamente) tiveram taxa de expansão de 2,3% sobre o primeiro trimestre do ano passado.
No ranking do primeiro trimestre de 2013, também elaborado pela Austin, o Brasil aparecia na 11ª posição, igualmente com uma expansão de 1,9% sobre os primeiros três meses de 2012.
Alex Agostini, economista-chefe da Austin, chama a atenção para o fato de que, além dos asiáticos Indonésia, Tailândia e Filipinas, o Brasil agora cresce menos também que boa parte das economias do Leste Europeu, como Lituânia (3,1%), Letônia (2,8%), Eslováquia (2,4%) e Polônia (3,3%).

— Nos últimos 20 anos, desde o Plano Real, o Brasil cresce a uma taxa média de 3% ao ano, com uma inflação média de 7,2% ao ano, situação diferente dos países do Leste Asiático, que, depois da crise de 1997 na região, conseguiram se recuperar e têm inflaçao menor que a brasileira — observa Agostini, acrescentando: — Isso significa que o Brasil tem problemas crônicos de ordem doméstica na condução da política macroeconômica, porque não consegue crescer mais nem combater a inflação.
Agostini lembra ainda que, mesmo as economias desenvolvidas como as da Alemanha e dos Estados Unidos, que normalmente crescem pouco, apesar da persistência da crise já superam o Brasil.
— Esse crescimento de 1,9% no trimestre mostra que o país não consegue achar a direção correta de sua política econômica.
No Brasil, o consumo das famílias caiu 0,1% no primeiro trimestre do ano frente aos últimos três meses de 2013, pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2011, quando havia encolhido 0,3%. A agropecuária avançou 3,6% na mesma comparação. Já a indústria caiu 0,8%, no terceiro trimestre consecutivo de recuo. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador de investimentos, também encolheu: 2,1%.








PIB cresce apenas 0,2% no primeiro trimestre deste ano

Indústria teve queda de 0,8% e investimento de 2,1%, informou o IBGE

Estado de Minas

Publicação: 30/05/2014 09:19 Atualização: 30/05/2014 12:30


A economia brasileira cresceu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, impactada principalmente pela queda da indústria e dos investimentos. O consumo das famílias ficou praticamente estável. No último trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país havia avançado 0,7%. O agronegócio, que subiu 3,6%, foi o que puxou o crescimento da economia. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o dado divulgado hoje, o PIB acumula alta de 2,5% no acumulado em 12 meses até o primeiro trimestre de 2014. Ainda segundo o instituto, o PIB do primeiro trimestre do ano totalizou R$ 1,2 trilhão.

Indústria

O desempenho fraco da economia sofreu impacto da indústria, que não teve um bom primeiro trimestre. O PIB da indústria caiu 0,8% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao quarto trimestre de 2013. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB da indústria mostrou alta de 0,8%. 


O PIB da atividade de serviços subiu 0,4% no primeiro trimestre de 2014 sobre o quarto trimestre de 2013. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, houve crescimento de 2%. 

Em relação à demanda, só houve crescimento no consumo do governo (0,7%), pois foram registrados recuos no consumo das famílias (-0,1%) e formação bruta de capital fixo, ou seja, nos investimentos (-2,1%).

No setor externo, as exportações diminuíram 3,3% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao quarto trimestre de 2013. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, as exportações cresceram 2,8%.

As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, avançaram 1,4% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao quarto trimestre de 2013. Já em relação ao primeiro trimestre do ano passado, as importações também subiram 1,4%.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

A previsão de crescimento da economia brasileira em 2014 avançou de 1,62% para 1,63% na pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira. Há quatro semanas a expectativa era de 1,65%. Para 2015, a estimativa de expansão recuou de 2,00% para 1,96%. (Com Agência Estado)


quinta-feira, 29 de maio de 2014

O EFEITO ARMÍNIO FRAGA

QUINTA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2014

Aécio Neves. O efeito Armínio Fraga

Ossami Sakamori

Armínio Fraga pode fazer diferença para candidatura Aécio Neves à presidência da República.  Ao que tudo indica e o próprio Aécio Neves não nega, o Armínio Fraga deverá ser o formulador da política econômica do candidato.  Pela minha visão, é um nome que poderá representar a mudança do rumo da economia do País.

Ele, Armínio Fraga, é visto como "vassalo do capital estrangeiro" ou "representando dos megaespeculadores", por ele ter sido diretor-gerente da Soros Fund Management, gestora de recursos do mega investidor George Soros.  Na sabatina para sua indicação como presidente do Banco Central em 1999, na gestão FHC, ele foi considerados pelos senadores como pessoa que não reunia "qualificações ética" para o cargo.  Esta imagem foi desconstruída à frente do Banco Central que ele comandou até 17 de janeiro de 2003, quando Henrique Meirelles assumiu o posto.

Armínio Fraga tem sólida formação e trajetória acadêmica, que inclui um período como professor da Escola de Assuntos Internacionais da Universidade de Columbia.  Ele foi também, por dois períodos consecutivos presidente do Conselho da BMF&Bovespa.  Atualmente, é executivo da Gávea Investimentos, onde o Armínio tinha 30% de participação, antes de vender sua parte para JP Morgan.  

Se Aécio Neves for eleito, certamente, o Brasil experimentará a mudança no rumo da política econômica (sic) em vigor. Armínio Fraga, sem dúvida, tem caráter e formação diferente do atual ministro da Fazenda Guido Mantega e do presidente do Banco Central Alexandre Tombini.  Os atuais ocupantes, não tem qualificação e nem credibilidade para exercer que as funções requer. 

Quando à indicação ou não do Armínio Fraga no possível governo Aécio Neves, estou me baseando nas informações colhidas na imprensa.  A atuação competente do Armínio Fraga à frente do Banco Central na gestão FHC, sou testemunha.  Quanto à atividade privado do Armínio Fraga à frente da Gávea Investimentos, também, não sou conhecedor do assunto. 

Dentro da minha tese de que o futuro formulador da política econômica deva conhecer profundamente o funcionamento do mercado financeiro global, Armínio Fraga, tem perfil exato para ocupar o cargo de ministro da Fazenda ou mesmo presidente do Banco Central do possível governo Aécio Neves.  Competência, conhecimento e credibilidade ele os tem mais do que suficiente.

Endosso, Armínio Fraga como formulador da mudança da política econômica (sic) da Dilma Rousseff.  

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

quarta-feira, 28 de maio de 2014

DESEMPREGO É 11,1% EM ABRIL EM 6 REGIÕES, MOSTRA SEADE/DIEESE

28/05/2014 às 09h59
VALOR ECONÔMICO 

Por Camilla Veras Mota | Valor

ABr
A taxa de desemprego no conjunto de seis regiões metropolitanas do país subiu ligeiramente entre março e abril, de 11% para 11,1%, mostra Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) e da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). No mesmo período do ano passado, o desemprego atingiu 11,2%.
O contingente de desempregados no conjunto das seis regiões foi estimado em 2,324 milhões de pessoas, 30 mil mais que em março. A população economicamente ativa (PEA) ficou em 20,9 milhões de pessoas, 24 mil mais que no mês anterior.
Na comparação com março, o setor que mais contratou, em termos relativos, foi a indústria de transformação, com criação de 39 mil postos de trabalho, 1,4% a mais. Os serviços vieram na sequência, com saldo de 77 mil vagas, acréscimo de 0,7% no contingente. O comércio e reparação de veículos automotores cortou 91 mil pessoas, redução de 2,5%, e a construção registrou 26 mil demissões líquidas, decréscimo de 1,7% no volume de trabalhadores.
O levantamento é realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza. Na passagem de março para abril, o desemprego aumentou no Recife (de 12,8% para 13,3%) e em Belo Horizonte (de 8,3% para 8,7%), registrou leve oscilação em São Paulo (de 11,5% para 11,6%) e Porto Alegre (de 6% para 6,1%) e diminuiu em Fortaleza (de 7,9% para 7,6%).
No caso de São Paulo, o setor que mais contratou em abril, em termos relativos, foi a indústria de transformação, com criação de 39 mil postos de trabalho, 1,4% a mais ante março. Serviços tiveram saldo de 77 mil vagas, acréscimo de 0,7% no contingente. O comércio e reparação de veículos automotores cortou 91 mil pessoas, redução de 2,5%, e a construção registrou 26 mil demissões líquidas, decréscimo de 1,7% no volume de trabalhadores.
Renda
No conjunto das seis regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados subiu 0,7% em março, em relação ao mês antecedente, para R$ 1.715. Já o rendimento médio real dos assalariados ficou em R$ 1.738, aumento de 0,8% na mesma comparação. Vale notar que os dados relativos à renda se referem sempre ao mês anterior ao do levantamento.
Considerando a região metropolitana de São Paulo, o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados cresceu 0,8% em março, na comparação com fevereiro, para R$ 1.914. O rendimento dos assalariados aumentou 1,1% no período, para R$ 1.922.

Economia e política por Saka Sakamori

28 de maio, 2014

Ossami Sakamori


Muitos tem me perguntado sobre o cenário da economia, pós eleições de outubro deste ano. Provavelmente, o processo eleitoral só vai terminar no dia 26 de outubro, faltando apenas 2 meses para o término do ano de 2014. Além de que, somente no 1º de janeiro de 2015 é que inicia o mandato de 4 anos da presidência da República. Portanto, para começar, as mudanças virão, somente, após janeiro do próximo ano.

Isto tudo, significa que a econômica vai experimentar nos próximos meses, o agravamento do quadro que se encontra, devido a não correção da política econômica ou da matriz econômica como queiram alguns se referir.  

Muitos abutres, de última hora, vem se pronunciando ao longo dos últimos 30 dias, com críticas sobre a "nova matriz econômica" da presidente Dilma, sem dizer claramente onde se encontra os raízes dos problemas.  Os abutres dizem, aleatoriamente, que está no excessivo controle sobre os preços administrados constantes da "nova matriz econômica".  O diagnóstico, embora, parcialmente correta, não retrata o erro sistêmico da política econômica (sic) da Dilma.


O primeiro e mais grave problema da economia no Brasil, a origem de quase todos os equívocos, é a supervalorização do real ou super desvalorização do dólar.  Isto é um tema crucial para o desenvolvimento industrial e tecnológico do País.  Sem a devida correção no câmbio, a mudança em outras matrizes econômicas é como fazer maquiagem, não funcionará. O Brasil vai continuar patinando no desenvolvimento tecnológico e o seu parque industrial continuará sendo sucateado em favor da indústrias de países além mar.  O Brasil continuará criando empregos lá fora. Os chineses, em especial, serão os maiores beneficiários desta "maluca" política econômica (sic) da Dilma.

Acontece que, como a defasagem do câmbio está tão expressiva que a necessidade de correção nas tarifas administradas fica potencializada.  Por isso tudo que eu digo que há "erro sistêmico" na política econômica (sic) da Dilma. Sim, se os abutres dizem que "a nova matriz econômica" da Dilma está equivocada,  citando apenas e tão somente   os preços administrados. Pois eles estão redondamente enganados, preços administrados é apenas uma das matrizes.  

A desvalorização da moeda local, no caso o real, deverá pautar o plano econômico de todos os candidatos à presidência, incluindo a própria.  A atual equipe econômica, vem atuando no sentido contrário, ou seja no sentido da manutenção da valorização do real. Isto tem claro objetivo de criar "sensação de bem estar" à população, somado à "sensação de poder de compra".  

Explico aos meus leitores, o que é esta "sensação de bem estar" e "sensação de poder de compra".   A defasagem no câmbio triplicou os usuários do sistema aéreo no governo do PT, por exemplo.  A forma como viajam os usuários do sistema de transporte, não aumenta o PIB brasileiro, apenas transfere do modal rodoviário para o modal aéreo.  Então, isto é a "sensação de bem estar".


Outro fato que marca a "sensação do poder de compra" é que em função do câmbio defasado permite ao povo fazer viagens no exterior, adoidado em detrimento ao turismo interno. A maioria da população conhece Miami mas não conhece Manaus.  O brasileiro nunca viajou ao exterior como nos últimos anos.  Viajam para fazer compras nos EEUU, porque os preços naquele País está mais barato do que no Brasil.  A correção no câmbio, viria acabar com esta "sensação de Brasil país das maravilhas". 


Eu digo com segurança de que é falsa esta "sensação de bem estar" ou a "sensação do poder de compra".  O crescimento do PIB dos últimos 12 anos, a média está abaixo de 2% ao ano, descontado o crescimento demográfico, o PIB per capita, está em torno de 0,5% ao ano.  Isto é crescimento pífio.  Lembrando que o Brasil terá que vencer o "gap" ou defasagem de nível de educação, saúde pública e segurança pública com relação aos países desenvolvidos.  Somos terceiro mundo, sim, querendo ou não!  

Compare o crescimento do Brasil com o crescimento do outro país emergente, a China.  A China cresce há mais de duas décadas acima de 7,5%, com aumento demográfico sob controle.  Pois, lá o yuan (Ren Men Bi), moeda local está desvalorizado, há décadas.  E nem vamos misturar os alhos com bugalhos, não estou aqui defendendo o regime comunista, apenas comentando sobre a política econômica daquele país.  Nem vem, que não tem!  


Eu sou da teoria de que a roda não se reinventa.  O que está sendo bom para outro país, que copiemos.  Copiar modelo econômico não significa que devamos copiar o modelo político.   Por que não copiamos a parte boa da política econômica dos EEUU, da Alemanha, do Japão, da China ou do Chile?  Qual é o problema em assimilar as experiências de outros países?  

Não, o Brasil prefere copiar o modelo dos Castro ou do modelo do Nicolás Maduro.  O Brasil prefere copiar os piores modelos da economia do mundo contemporâneo, apenas tendo como o pano de fundo a permanência no poder. Somado a isto, a roubalheira generalizada.  Talvez, nem o Lula e nem o PT, não creio, que tenha tomado o poder com o objetivo de roubar.  Mas, infelizmente, o ideário político, se é que o PT teve, deve ter desvirtuado.  

Pronto, estou respondendo aos meus amigos leitores.  Eu não só critico a política econômica da Dilma, mas aponto soluções.   Se este mequetrefe, blogueiro, tem soluções para a política econômica equivocada da Dilma, certamente terá na cabeça dos formuladores da política econômica dos candidatos à presidência da República.  A única diferença entre os postulantes ao cargo de presidência será na dosagem do remédio que será dada.  Mas, que o Brasil está precisando de remédio, está.  Se demorar muito, vai ter que se internar no UTI ou seguir receituário duro do FMI.  Espero que não precise. 

Qualquer que seja o futuro presidente, deverá ter enorme "vontade política" em promover a mudança necessária e ter "legitimidade" suficiente para fazê-la.  Em resumo é isto. Não podemos, nós povo, mudarmos o caráter de cada candidato e nem provê-lo da legitimidade necessária.  Que cada um diga e mostre para que veio.  E procure colocar na prática, tudo de bonito que eles falam. 

Sem a necessária propositura de mudanças, tanto faz Dilma, Aécio, Dudu Campos ou Lula.  Ainda estou a esperar a "matriz econômica" dos candidatos, para minha avaliação objetiva.  
Farinha do mesmo saco!

Sem as mudanças requeridas serão os candidatos a "farinha do mesmo saco".  Espero que não!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

sábado, 24 de maio de 2014

RECORDE HISTÓRICO NEGATIVO DAS CONTAS EXTERNAS DO BRASIL EM 67 ANOS

Edição do dia 23/05/2014
24/05/2014 00h26 - Atualizado em 24/05/2014 00h38

Contas externas do Brasil batem recorde negativo no mês de abril

Transações correntes fecharam abril com déficit de US$ 8,3 bilhões.
Número é o maior registrado há 67 anos, quando começou a medição.

G1
William Waack / Natália Ariede
São Paulo, SP
As contas externas do Brasil bateram em abril o recorde negativo desde que começaram a ser publicadas, há 67 anos. As transações correntes fecharam abril com um déficit de US$ 8,3 bilhões, o maior da história para o mês.
As transações correntes são um dos principais indicadores das contas externas e medem a troca de bens e serviços do Brasil com o exterior. No acumulado de 12 meses, o déficit também avançou.
Como proporção do PIB, ficou estável em 3,65%, mais ou menos o que era a previsão do Banco Central, mas uma proporção considerada alta pelos economistas.
Os componentes desse buraco no mês de abril são: remessa de lucros e dividendos (como o dinheiro que as multinacionais mandaram para fora, por exemplo), balança comercial brasileira (que não vai andando bem no começo do ano, com déficit de R$ 5,5 bilhões) e a conta de serviços (estão incluídos os gastos de brasileiros no exterior).
Esse buraco nas contas correntes não foi totalmente financiado pela entrada de capitais estrangeiros. O governo se diz tranquilo, apoiado em reservas internacionais brasileiras em torno dos R$ 370 bilhões. Mas é a qualidade do ingresso de recursos estrangeiros no Brasil que preocupa os economistas.
O dinheiro vem, principalmente, do investimento direto do exterior, que vai para o setor produtivo da economia. Tende a ser de longo prazo e, por isso, é o mais desejado.
Mas esse investimento não tem sido suficiente e o Brasil precisou de outras alternativas pra cobrir o déficit, como empréstimos e investimentos estrangeiros em ações e renda fixa. Só que esse é um financiamento menos confiável.
“Dado que nós temos esse desequilíbrio em relação ao que a gente importa e exporta, tanto de bens e servicos, nós precisamos, obviamente, fechar essa conta atraindo recursos estrangeiros. Se o recurso que entra é um recurso de longo prazo, visando investimentos produtivos no Brasil, é melhor”, aponta Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos.
“Porque são fluxos menos voláteis, menos sensíveis às condições conjunturais da economia mundial e da economia nacional. Agora, o que se observa nos últimos anos, desde o ano passado principalmente, é que houve uma piora desse mix. A gente passou a contar mais com fluxos de curto prazo e menos com fluxos de longo prazo, ainda que eles sejam predominantes”, explica a economista.

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