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4ª Exposição do Fila Brasileiro de Três Corações | CAFIB 19/08/2018

CANIL CIRCUITO CAIPIRA | CNPJ 29.238.572/0001-95

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domingo, 20 de julho de 2014

Economia do Brasil sem máscara





Ossami Sakamori





Hoje, vou abordar o assunto sem meias palavras. Vou utilizar linguagem que foge do economês para os leigos poderem entender o que se passa com  a nossa economia. Vejam as maquiagens que a Dilma faz, para manter-se no governo.  As maquiagens estão caindo e a cara nua está aparecendo. A verdadeira face da economia brasileira é extremamente feia! Os comentários que seguem, não guardam nenhum paralelo com os da imprensa. Prestem atenção no que vou a dizer. 

1. Dólar desvalorizado. 

O ministro Guido Mantega e o presidente do BC Alexandre Tombini mantém dólar desvalorizado.  Intenção da Dilma é provocar "sensação de bem estar" e "sensação do poder de compra".  Objetivo: Ganhar eleições.  Prejuízo: O dólar desvalorizado sucateia indústria brasileira e assim cria menos emprego no País.  Não há empresa que ganhe na competitividade com o dólar no patamar que está.  O dólar deveria estar sendo cotado acima de R$ 3,00.  Isto é o centro do problema. 

2. Selic alto.

A taxa Selic, renovado ontem em 11%, está 4,5% acima da inflação oficial, IPCA.  Os juros reais do Brasil é a mais alta entre os 40 maiores economia do mundo.  Objetivo: Atrair os especuladores nacionais e internacionais, para financiar a dívida pública federal.  Prejuízo: Juros altos, provoca "bola de neve" na dívida interna do País. Como o País não consegue pagar nem os  juros, a dívida pública cresce assustadoramente. Não sente o resultado agora, mas no médio prazo.  Isto vai dar em m... ! Isto a imprensa não fala!

3. Preços administrados engessados.

O governo da Dilma engessou os preços administrados, como tarifa de transporte de massas, tarifas de energia elétrica e combustíveis.  Objetivo: Segurar a inflação oficial dentro do teto da meta de 6,5%.  Prejuízo: Os preços administrados estão endividando e sucateando as empresas do setor de energia e de petróleo, sobretudo Eletrobras e Petrobras.  Uma hora, esta conta vem para o povo.  Somado ao efeito da defasagem cambial, no realinhamento dos preços relativos, isto vai ser como botar gasolina na fogueira.

4. Bolsa miséria.

O governo federal dá benefícios dos programas sociais para 13 milhões de famílias ou 52 milhões de pessoas.  Objetivo: Oficialmente, para matar a fome da população.  Prejuízo: Sem os respectivos programas de educação e capacitação, cria-se população permanentemente dependente de auxílio ou subsídio do governo. Criamos um cercadinho de cordeirinhos votando na Dilma, assim pensa ela. Lembrando, com o dinheiro dos contribuintes.

5. Bolsa empresário.

O governo investiu R$ 450 bilhões no programa denominado de PSI - Programa de Sustentação de Investimentos. Através do BNDES empresta às empresas amigas do poder, recebem empréstimos com juros subsidiados de 3,5% ao ano, enquanto o Tesouro paga no mercado juros de 11% para financiar o programa PSI. Objetivo: Oficialmente, alavancar o crescimento da indústria brasileira.  Prejuízo: Os números mostram que ao invés de criar empresas competitivas, estão criando empresas viciadas em subsídios, estas ficarão eternamente dependente das tetas do governo federal.  Quem paga o subsídio é o contribuinte. 

6. Inflação em alta.  

O governo Dilma estabeleceu como meta de inflação 4,5% para o ano de 2014.  No meio do ano, esta meta já está estourada.  Está batendo, no imaginário "teto" da meta de 6,5% ao ano.  Inflação tem teto e piso? Muito engraçado inflação ter teto e piso!Objetivo: Tentar mostrar ao otário do povo brasileiro que a inflação está sob controle.  Prejuízo: Enquanto a Dilma tenta segurar a inflação dentro do teto da meta, mediante manipulação do câmbio, da taxa de juros Selic e dos preços administrados, a política econômica (sic) fajuta da Dilma vai fazendo água.  Daqui a pouco estoura a represa gigantesca!  Haverá muitas vítimas, com certeza!

O indício de que a Dilma não está conseguindo segurar inflação é que o mercado financeiro está a exigir do Banco Central remuneração dos empréstimos para com o Tesouro, acima da taxa Selic de 11%.  A inflação real está sendo considerado pelo mercado financeiro como sendo 12% ao ano.  A inflação do bolso, à essa altura, já ultrapassa os 20% ao ano.  O problema da inflação é expansão da base monetária, o resto é conversa para boi dormir. 

7. Resumo.
Digamos, que o Brasil se encontra na situação pré Argentina.  Se descuidarmos viramos amanhã uma Grécia, um Portugal ou uma Espanha, com desemprego em massa! É mais do que urgente e necessário a mudança da política econômica, impondo austeridade fiscal e colocando vários instrumentos exercendo suas funções originais.  

Recorte este texto, guarde-o e leia no final do ano. 
Ossami Sakamori

terça-feira, 24 de junho de 2014

Com PIBinho, Dilma não ganha eleições nem a pau!

Ossami Sakamori
Crédito da imagem: Diário do Litoral


Felizmente, os feriados por conta da Copa do Mundo está a terminar. Foram 3 dias de meio feriado no Brasil todo, sendo ou não sedes do evento.  O evento continua mas nos finais de semana até o término da Copa, no mês de julho, na cidade de Rio de Janeiro. 

A imprensa noticia, como sempre, as meias verdades. Colocam nas manchetes o movimento de restaurantes e hotéis nas sedes do evento, devido ao afluxo de estrangeiros torcedores.  Esquecem de comentar que o País parou nos dias que o time do Brasil esteve participando.

Já fiz matérias sobre isto.  A realização da Copa 2014, ao contrário do que o governo divulgam, trouxe prejuízo líquido em termo de PIB.  Lembrando que a Copa custou ao País R$ 50,8 bilhões.  A conta como sempre ficou para o povo pagar nos próximos anos, compulsoriamente, em forma de impostos.  

Neste início de semana, o boletim Focus do Banco Central divulgou a nova projeção de PIB do ano de 2014 em pífio 1,16%. Lembando que o orçamento da União foi baseado em projeção de crescimento para o ano de 2014 em 4,5%.  No início deste ano, já apontava projeção do PIB para 2014 em 2,6%.  Neste mês de junho, vai apontar crescimento negativo do PIB e é muito provável que o segundo trimestre termine com PIB negativo.

O quadro da economia não está nada bom.  O setor industrial contribuiu com PIB negativo, já no mês de maio. No mês de junho, por motivos expostos o crescimento do PIB vai continuar em queda.  Vamos considerar que, se o País conseguir fechar o PIB positivo, já seria um grande feito. Mas, com certeza o crescimento do PIB de 2014, será menor que 1%.

O governo Dilma, os analistas econômicos, empresários em geral estão atônitos com a repentina desaceleração da economia.  Para este blog, isto não é novidade.  A situação que hoje configura já era esperado por mim, baseado em pilares que sustenta a política econômica (sic) da Dilma. 

O quadro se agrava se considerarmos que a desaceleração da economia vem acompanhado de crescimento da inflação.  O quadro que denominamos de estagflação. A soma de inflação com desemprego é quadro bastante preocupante.  Isto é consequência da política econômica equivocada, baseado em valorização do real ou desvalorização do dólar.  O País passou da posição de exportador para importador.  A Dilma preferiu criar emprego lá fora, em detrimento à criação de empregos aqui no Brasil.

A Dilma não vai propor nenhuma medida de impacto na área econômica para corrigir os equívocos cometidos.  Pelo menos até o término de eleições, previsto para dia 26 de outubro, não tomará nenhuma medida estruturante na economia.  Dilma fará, no máximo, lançamento de programas e promessas de mudanças.  Nada fará para mudar a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" do povo.  Dilma quer se reeleger a todo o custo.

O terreno está fértil para as oposições ganhar as próximas eleições.  Nem precisa mais ser candidato com muita luminosidade.  Basta não falar besteira e propor a mudança que o povo quer.  Detectar que mudança o povo quer, precisaria que os candidatos desçam do palanque e se misturem no meio do povo.  Basta detectar os mais agudos problemas que o povo deseja de mudança.  

Com o PIBinho e inflação, nem Dilma e tão pouco Lula vão ganhar eleições em outubro deste ano.  Enfim, o Brasil vai experimentar os novos ventos, as novas brisas.  A certeza que eu tenho que na próxima primavera, as brisas da primavera soprarão no Brasil, de norte a sul. 


Dilma não ganha eleições, nem a pau!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A QUEM INTERESSA UM PAÍS DIVIDIDO ?

SEXTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2014


                Ossami Sakamori


Eu não entendo o que se passa no meu País.  De repente, me encontro no meio do tiroteio, tiroteio de palavras que repercutem como bomba na minha cabeça. Não, não sou tão inocente assim para não entender o significado das palavras, pelo contrário.


É uma briga entre crenças, cada um disputando o seu território, como se os fiéis fossem cordeiros que obedecem cegamente os pastores. Que cada um dispute o seu território, sem ofensas a outras crenças.  Não use em vão o nome de Deus para mostrar a supremacia de cada um.  

O mundo ainda continua brigando em torno das cores da pele. Coisa mais ridícula a discriminação pelas cores.  As cores, só funcionam à luz do sol.  À noite todos homens e mulheres são pardos.  E pela história da humanidade, éramos todos negros.  Sim, negros há pouco mais de 150 mil anos.

O mais grave, o mais grave, é separação do País pelas classes sociais.  Isto o governo faz questão de discriminar. Faz parte das estatísticas. O governo dá tratamento diferenciado pelas classes sociais. Os miseráveis, os pobres e ricos.  A divisão da população em classes sociais é por si só uma discriminação.  Os governantes, fazem questão de manter em nichos de classes econômicas. A divisão em classes sociais facilitam os marqueteiros.

Há uma vergonhosa disputa de territórios entre políticos de matizes diversos.  Território mapeado pelos marqueteiros, como se fossem rebanho de cordeiros.  As classes A e B são consideradas como mais abastadas e cultas.  A classe C é a média da população, onde nos incluímos.  A classe D e E são pobres ou miseráveis.  Sim, dizem os políticos que ao PT pertence as classes D e E.  Dizem também, os políticos que as classes A e B pertencem ao PSDB.  É um loteamento entre os partidos majoritários, que envergonha o País.

O discurso da presidente da República, Dilma Rousseff, já demonstra, claramente, que ela não governa para todos os brasileiros.  A Dilma faz questão de dizer que a opção preferencial do PT é a classe D e E.  A Dilma empurra o ônus ou pecha de mostrar que as classes A e B é que oprime as classes D e E, pobres e miseráveis.  Tudo isto, faz parte da ideia do marqueteiro,  manter para Dilma os votos das classes D e E.  Para isto, tenta a todo custo, manter a imagem de que o PT representa, sozinho, as classes D e E.

Bobagem e idiotice esta de querer ser o dono das classes D e E, como se estas classes fossem o seu curral eleitoral.  A Dilma e PT não querem abrir a porteira do curral para outros candidatos à presidência, querem tornar o curral cativo para garantir a permanência no poder.  E o povo brasileiro onde fica?  O povo brasileiro que se lasque, para não dizer outro palavrão.  O Brasil vai continuar, se depender da Dilma, em 2 países, o país da classe dos pobres e país da classe dos ricos, claro na visão do marqueteiro João Santana.

Estava na hora de todos políticos, começarem a dividir a população brasileira, entre honestos e desonestos, entre probos e corruptos, entre patriotas e entreguistas.  Isto sim, valeria a pena, discriminar e separar.  Por que não discriminam?  Por que fazem questão de se manterem o "status quo"?  Todos tem rabo preso?  É isto?  

Uai, o objetivo não é construir o Brasil?  O objetivo não é tornar o Brasil potência mundial?  O objetivo não é levar conforto para o conjunto da população brasileira?  O objetivo não é pregar a união em vez de desunião?  São condições essenciais para tornar o Brasil orgulho de todos nós.  Afinal, o Brasil não é todos nós?  Ou eu estou enganado?  O Brasil é do partido que está no poder?  É isto?

Estou achando que, ouvindo discursos de candidatos à presidência, que o Brasil pertence a determinado partido, seja da situação ou da oposição.  Mas, por mim, não vai ser assim.  O Brasil não é de qualquer partido.  O Brasil é de todos nós!  Este discurso vou levar até o fim, custe o que custar.  Não tenho rabo preso com nenhum dos candidatos!

Não votem no candidato que represente  determinadas classes sociais.  A classe C, ausente nas minhas considerações acima, é quem vai decidir pelo rumo do País. Somos, nós, os cabeças pensantes é que vai nortear os rumos do Brasil.  Chega do País pertencer a uma determinada classe social.  Que venham candidatos com o discurso de união!  Temos desafios demais para serem vencidos!



Enquanto os candidatos se engalfinham em disputa territorial, eu estou fora!  Só aceito o candidato ou a candidata que defenda união de toda população em torno do Brasil para fazer as mudanças requeridas.  Só assim, com união de todas classes sociais, tornaremos o Brasil, orgulho de todos nós!  

A quem interessa o País dividido?


Ossami Sakamori
@SakaSakamori

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O EFEITO ARMÍNIO FRAGA

QUINTA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2014

Aécio Neves. O efeito Armínio Fraga

Ossami Sakamori

Armínio Fraga pode fazer diferença para candidatura Aécio Neves à presidência da República.  Ao que tudo indica e o próprio Aécio Neves não nega, o Armínio Fraga deverá ser o formulador da política econômica do candidato.  Pela minha visão, é um nome que poderá representar a mudança do rumo da economia do País.

Ele, Armínio Fraga, é visto como "vassalo do capital estrangeiro" ou "representando dos megaespeculadores", por ele ter sido diretor-gerente da Soros Fund Management, gestora de recursos do mega investidor George Soros.  Na sabatina para sua indicação como presidente do Banco Central em 1999, na gestão FHC, ele foi considerados pelos senadores como pessoa que não reunia "qualificações ética" para o cargo.  Esta imagem foi desconstruída à frente do Banco Central que ele comandou até 17 de janeiro de 2003, quando Henrique Meirelles assumiu o posto.

Armínio Fraga tem sólida formação e trajetória acadêmica, que inclui um período como professor da Escola de Assuntos Internacionais da Universidade de Columbia.  Ele foi também, por dois períodos consecutivos presidente do Conselho da BMF&Bovespa.  Atualmente, é executivo da Gávea Investimentos, onde o Armínio tinha 30% de participação, antes de vender sua parte para JP Morgan.  

Se Aécio Neves for eleito, certamente, o Brasil experimentará a mudança no rumo da política econômica (sic) em vigor. Armínio Fraga, sem dúvida, tem caráter e formação diferente do atual ministro da Fazenda Guido Mantega e do presidente do Banco Central Alexandre Tombini.  Os atuais ocupantes, não tem qualificação e nem credibilidade para exercer que as funções requer. 

Quando à indicação ou não do Armínio Fraga no possível governo Aécio Neves, estou me baseando nas informações colhidas na imprensa.  A atuação competente do Armínio Fraga à frente do Banco Central na gestão FHC, sou testemunha.  Quanto à atividade privado do Armínio Fraga à frente da Gávea Investimentos, também, não sou conhecedor do assunto. 

Dentro da minha tese de que o futuro formulador da política econômica deva conhecer profundamente o funcionamento do mercado financeiro global, Armínio Fraga, tem perfil exato para ocupar o cargo de ministro da Fazenda ou mesmo presidente do Banco Central do possível governo Aécio Neves.  Competência, conhecimento e credibilidade ele os tem mais do que suficiente.

Endosso, Armínio Fraga como formulador da mudança da política econômica (sic) da Dilma Rousseff.  

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Economia e política por Saka Sakamori

28 de maio, 2014

Ossami Sakamori


Muitos tem me perguntado sobre o cenário da economia, pós eleições de outubro deste ano. Provavelmente, o processo eleitoral só vai terminar no dia 26 de outubro, faltando apenas 2 meses para o término do ano de 2014. Além de que, somente no 1º de janeiro de 2015 é que inicia o mandato de 4 anos da presidência da República. Portanto, para começar, as mudanças virão, somente, após janeiro do próximo ano.

Isto tudo, significa que a econômica vai experimentar nos próximos meses, o agravamento do quadro que se encontra, devido a não correção da política econômica ou da matriz econômica como queiram alguns se referir.  

Muitos abutres, de última hora, vem se pronunciando ao longo dos últimos 30 dias, com críticas sobre a "nova matriz econômica" da presidente Dilma, sem dizer claramente onde se encontra os raízes dos problemas.  Os abutres dizem, aleatoriamente, que está no excessivo controle sobre os preços administrados constantes da "nova matriz econômica".  O diagnóstico, embora, parcialmente correta, não retrata o erro sistêmico da política econômica (sic) da Dilma.


O primeiro e mais grave problema da economia no Brasil, a origem de quase todos os equívocos, é a supervalorização do real ou super desvalorização do dólar.  Isto é um tema crucial para o desenvolvimento industrial e tecnológico do País.  Sem a devida correção no câmbio, a mudança em outras matrizes econômicas é como fazer maquiagem, não funcionará. O Brasil vai continuar patinando no desenvolvimento tecnológico e o seu parque industrial continuará sendo sucateado em favor da indústrias de países além mar.  O Brasil continuará criando empregos lá fora. Os chineses, em especial, serão os maiores beneficiários desta "maluca" política econômica (sic) da Dilma.

Acontece que, como a defasagem do câmbio está tão expressiva que a necessidade de correção nas tarifas administradas fica potencializada.  Por isso tudo que eu digo que há "erro sistêmico" na política econômica (sic) da Dilma. Sim, se os abutres dizem que "a nova matriz econômica" da Dilma está equivocada,  citando apenas e tão somente   os preços administrados. Pois eles estão redondamente enganados, preços administrados é apenas uma das matrizes.  

A desvalorização da moeda local, no caso o real, deverá pautar o plano econômico de todos os candidatos à presidência, incluindo a própria.  A atual equipe econômica, vem atuando no sentido contrário, ou seja no sentido da manutenção da valorização do real. Isto tem claro objetivo de criar "sensação de bem estar" à população, somado à "sensação de poder de compra".  

Explico aos meus leitores, o que é esta "sensação de bem estar" e "sensação de poder de compra".   A defasagem no câmbio triplicou os usuários do sistema aéreo no governo do PT, por exemplo.  A forma como viajam os usuários do sistema de transporte, não aumenta o PIB brasileiro, apenas transfere do modal rodoviário para o modal aéreo.  Então, isto é a "sensação de bem estar".


Outro fato que marca a "sensação do poder de compra" é que em função do câmbio defasado permite ao povo fazer viagens no exterior, adoidado em detrimento ao turismo interno. A maioria da população conhece Miami mas não conhece Manaus.  O brasileiro nunca viajou ao exterior como nos últimos anos.  Viajam para fazer compras nos EEUU, porque os preços naquele País está mais barato do que no Brasil.  A correção no câmbio, viria acabar com esta "sensação de Brasil país das maravilhas". 


Eu digo com segurança de que é falsa esta "sensação de bem estar" ou a "sensação do poder de compra".  O crescimento do PIB dos últimos 12 anos, a média está abaixo de 2% ao ano, descontado o crescimento demográfico, o PIB per capita, está em torno de 0,5% ao ano.  Isto é crescimento pífio.  Lembrando que o Brasil terá que vencer o "gap" ou defasagem de nível de educação, saúde pública e segurança pública com relação aos países desenvolvidos.  Somos terceiro mundo, sim, querendo ou não!  

Compare o crescimento do Brasil com o crescimento do outro país emergente, a China.  A China cresce há mais de duas décadas acima de 7,5%, com aumento demográfico sob controle.  Pois, lá o yuan (Ren Men Bi), moeda local está desvalorizado, há décadas.  E nem vamos misturar os alhos com bugalhos, não estou aqui defendendo o regime comunista, apenas comentando sobre a política econômica daquele país.  Nem vem, que não tem!  


Eu sou da teoria de que a roda não se reinventa.  O que está sendo bom para outro país, que copiemos.  Copiar modelo econômico não significa que devamos copiar o modelo político.   Por que não copiamos a parte boa da política econômica dos EEUU, da Alemanha, do Japão, da China ou do Chile?  Qual é o problema em assimilar as experiências de outros países?  

Não, o Brasil prefere copiar o modelo dos Castro ou do modelo do Nicolás Maduro.  O Brasil prefere copiar os piores modelos da economia do mundo contemporâneo, apenas tendo como o pano de fundo a permanência no poder. Somado a isto, a roubalheira generalizada.  Talvez, nem o Lula e nem o PT, não creio, que tenha tomado o poder com o objetivo de roubar.  Mas, infelizmente, o ideário político, se é que o PT teve, deve ter desvirtuado.  

Pronto, estou respondendo aos meus amigos leitores.  Eu não só critico a política econômica da Dilma, mas aponto soluções.   Se este mequetrefe, blogueiro, tem soluções para a política econômica equivocada da Dilma, certamente terá na cabeça dos formuladores da política econômica dos candidatos à presidência da República.  A única diferença entre os postulantes ao cargo de presidência será na dosagem do remédio que será dada.  Mas, que o Brasil está precisando de remédio, está.  Se demorar muito, vai ter que se internar no UTI ou seguir receituário duro do FMI.  Espero que não precise. 

Qualquer que seja o futuro presidente, deverá ter enorme "vontade política" em promover a mudança necessária e ter "legitimidade" suficiente para fazê-la.  Em resumo é isto. Não podemos, nós povo, mudarmos o caráter de cada candidato e nem provê-lo da legitimidade necessária.  Que cada um diga e mostre para que veio.  E procure colocar na prática, tudo de bonito que eles falam. 

Sem a necessária propositura de mudanças, tanto faz Dilma, Aécio, Dudu Campos ou Lula.  Ainda estou a esperar a "matriz econômica" dos candidatos, para minha avaliação objetiva.  
Farinha do mesmo saco!

Sem as mudanças requeridas serão os candidatos a "farinha do mesmo saco".  Espero que não!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mais uma maracutaia à vista | Ossami Sakamori


A JBS Foods, unidade de alimentos processados da JBS, pediu registro para uma oferta inicial de ações, a primeira de uma empresa brasileira em 2014, que pode movimentar cerca de R$ 5 bilhões, segundo Reuters. As informações consta do fato relevante. A JBS Foods teve receita líquida de R$ 2,8 bilhões no primeiro trimestre deste ano.


Segundo informações do mercado, a única oferta de ações no mercado, subsequente, foi da Oi Telecomunicações em função da fusão da empresa com a Portugal Telecom, num montante de R$ 15 bilhões.  As empresas como a Azul, Votorantim Cimentos, Ouro Verde e Unidas desistiram de realizar os IPOs na Bovespa este ano, em função do momento em que há desconfiança dos investidores em relação ao cenário macro-econômico brasileiro.


O que é que vejo no lançamento de ações, IPO, da JBS Foods?  Não seria nada estranho que o lançamento das ações fosse feito pela empresa sadia, sem trocadilho com Sadia que foi absorvido pela Perdigão, hoje Brasil Foods.  Pois o grupo JBS/Friboi não se inclui neste rol de empresas sadias.  Isto, até engraxate da BMFBovespa sabe disso.  


O grupo JBS/Friboi, deve ao sistema bancário R$ 30 bilhões sendo a maior parte destes débitos junto ao BNDES e bancos oficiais.  Isto para uma empresa cujo Patrimônio Líquido consolidado, descontado ativos intangíveis, de cerca de R$ 8 bilhões é totalmente fora dos padrões normais de endividamento.  Além destes débitos, o grupo JBS/Friboi conta com participação acionária do BNDESpar em montantes expressivos, correndo risco junto com os demais investidores.


Quem vive o dia e dia do mercado financeiro, desde 1971, ora participando como investidor, ora participando como operador do mercaod, vejo o desmembramento do JBS Foods da quase quebrada JBS/Friboi tem, pelo menos, dois motivos.


O primeiro motivo é de separar a parte boa do JBS/Friboi para uma eventual quebra da parte podre.  Como aquela operação da separação da parte boa e parte podre da VARIG. Como vocês sabem, a parte boa da VARIG foi vendido para o Constantino de Oliveira para tornar realidade a Gol Linhas Aéreas.  Bem, a parte ruim da VARIG, vocês já sabem que rumo tomou, prejuízo total para os acionistas e funcionários.


O segundo motivo é levantar cerca de R$ 10 bilhões em dinheiro novo do BNDES, quer seja em forma de financiamento ou em forma de participações.  Lançar ações novas, num momento econômico que todas empresas estão cancelando as emissões de IPOs, leva a crer que há indícios fortes de que venham acontecer pelo menos um destes motivos ou catastroficamente ambos motivos.  


Muito "oba-oba", num momento que todas empresas brasileiras estão com um pé ou melhor dois pés atrás, só podemos tirar conclusão que acabo de mencionar acima. Com certeza, esta operação tem aval dos presidentes Lula & Dilma, já que será, com certeza operação casada com o BNDES.  Viro mico, se não tiver participação do BNDES!


Isto tudo reforça a tese de que o grupo JBS/Friboi será um dos maiores financiadores da campanha da reeleição da Dilma, sobretudo em forma de Caixa 2.  Segundo Tuma Júnior, ex-delegado de Polícia Civil, a JBS/Friboi é maior lavanderia de dinheiro da América Latina.


Crédito da foto: UOL

Apenas, quero lembrar que numa eventual quebra do JBS/Friboi, a parte podre, será dos contribuintes, já que maior parte dos financiamentos são devidos aos bancos oficiais.  Sabe-se, também, que o grupo JBS/friboi deve muitos R$ bilhões em impostos, também. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dilma, estou preocupado é com o Brasil,sil,sil,sil !

                                                               Ossami Sakamori 
....

Sinto pólvora no ar. A inflação voltou com força total. Quem vai ao supermercado sabe do que estou falando.  O dinheiro está perdendo de valor rapidamente.  O índice oficial da inflação, IPCA, é uma tremenda enganação.  Não sei se rio ou choro, com o anúncio do governo de inflação dos últimos meses ter alcançando a meta de 6,5%.  



Infelizmente, vou ter que dizer a verdade com todas as letras. O governo Dilma perdeu o controle da inflação no País.  O índiceoficial do governo parece uma brincadeira!  A inflação do setor de Alimentos e Bebidas que indica oficialmente 37% ao ano, já estourou há algum tempo. Grosso modo, índice do setor se aproxima dos 100% nos últimos 12 meses. É o setor que mais influencia no bolso do trabalhar e do cidadão comum.  

O erro sistêmico na formulação da política econômica (sic) vem causando o distanciamento da inflação oficial da inflação do bolso.  Apesar de engessamento do câmbio e de preços administrados do governo, a inflação já disparou.  Só não sente, quem não quer enxergar.  Foi assim, no governo Sarney.  O adiamento do controle da inflação, pelo medo de perder a popularidade, se tornou cada vez mais difícil e deu no que deu, inflação do último mês do governo em 80%.  

A inflação que estamos vivendo hoje, não é consequência de medidas tomadas no curto e médio prazo nos últimos meses.  Não é o aumento da taxa Selic que segura inflação, nem tão pouco segurar o câmbio no atual patamar que vai resolver a situação. A inflação é de expectativa.  O povo já percebeu que o governo perdeu o controle.  A essa altura, o povo já não faz maiscomparações de preços, não negocia. O povo aceita o aumento de preço com naturalidade, assim vai acabando com a competição entre os fornecedores de produtos e o preço da mercadoria nas prateleiras vai subindo sem o freio.


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