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sábado, 19 de julho de 2014

Alta rejeição de Dilma em SP preocupa campanha petista



A alta taxa de rejeição da presidente Dilma Rousseff em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, virou uma das preocupações centrais da campanha petista.
A ponto de um assessor palaciano falar em "cristalização" do fenômeno. Ou de outro já admitir que isso poderá até ''desequilibrar o jogo" a favor de seus rivais.
A pesquisa Datafolha finalizada na quarta mostrou que Dilma tem 35% de rejeição no país. Está acima das taxas de seus concorrentes e dos 19% da própria petista no mesmo período de 2010, ano em que ela foi eleita presidente.
Mas o número chega a parecer pequeno se comparado com o que ocorre em São Paulo hoje. No Estado que reúne 22,4% do eleitorado, 47% dizem que não votariam em Dilma de jeito nenhum. Na capital, 49% respondem assim.
Esse comportamento repercute nas intenções de voto. Em todo o país, Dilma tem 16 pontos de vantagem sobre o tucano Aécio Neves, seu principal rival. Em São Paulo, porém, a situação é de empate absoluto, com 25% para cada um. Na capital, Aécio vence Dilma por 28% a 23%.
A dificuldade dela junto aos eleitores paulistas fica ainda mais explícita nas simulações de segundo turno.
Aécio a derrotaria por 50% a 31% se a eleição fosse só no Estado. E mesmo Eduardo Campos (PSB), hoje em terceiro na disputa nacional, ganharia da presidente com folga numa disputa direta nas urnas paulistas, 48% a 32%.
A avaliação petista é que o voto no segundo turno no Estado seria para "impor uma derrota" à presidente, seja qual for o candidato.
Por isso, defendem que haja uma operação específica para o Estado, combinada a uma imersão maior de Dilma em São Paulo. Uma espécie de "campanha paralela'', na expressão de um assessor.
A ideia é retomar o diálogo com setores antes cativos do PT, mas que perderam a interlocução. Como exemplo, citam os movimentos sociais e um grupo de empresários.
Outro recurso mencionado é dar uma turbinada política e financeira na campanha de Alexandre Padilha, o candidato a governador do PT que está com 4% na pesquisa.
Cruzamentos do Datafolha mostram Dilma numa situação de dependência dos eleitores do governador Geraldo Alckmin (PSDB), apoiador de Aécio na eleição presidencial.
Hoje, um quarto dos eleitores do tucano dizem que votariam em Dilma na presidencial. Alckmin tem 54% para governador, mais que o triplo do segundo colocado, Paulo Skaf (PMDB).
Teme-se que, com tamanha vantagem, ele possa se sentir mais à vontade para se dedicar com mais afinco na campanha de Aécio.
É uma situação bem diferente da do Rio, onde Dilma mantém uma liderança mais confortável e dispõe de espaço nos palanques dos principais concorrentes locais.
Dilma pediu que a cúpula do PT invista em Padilha com intuito de vitaminar sua própria candidatura em São Paulo até o início da propaganda gratuita na TV, em agosto.
Integrantes da campanha nacional preveem ajuda financeira para a do ex-ministro da Saúde. Fala-se também num reforço da presença de lideranças importantes do partido nos eventos paulistas com o objetivo de passar credibilidade ao candidato.
O desejo da campanha de Dilma é que Padilha cresça para, pelo menos, 10% até 19 de agosto, quando começa o horário eleitoral.
Esse investimento é também uma forma de tentar diminuir a dependência de Skaf, que chegou a ser apontado como "plano B" de Dilma no Estado. Skaf resiste em oferecer palanque para Dilma, embora já tenha sido discretamente "enquadrado" pelo vice, Michel Temer.
As contas do PT também levam em consideração as dificuldades do petista Fernando Haddad, prefeito aprovado por apenas 15% dos paulistanos.


Editoria de Arte/Folhapress

terça-feira, 15 de julho de 2014

PESQUISA NO ESPÍRITO SANTO MOSTRA AÉCIO NA FRENTE DE DILMA

A corrida ao Palácio do Planalto em 2014 promete ser bastante acirrada no Espírito Santo, onde os eleitores estão divididos entre a presidente Dilma Rousseff e o candidato do PSDB, Aécio Neves.

PLANTÃO POLÍTICO
presidente_espontanea
Uma Pesquisa, publicada no jornal Gazeta de Vitória (ES), no domingo (13) mostra que o candidato da Coligação Muda Brasil, o senador Aécio Neves, está na frente na preferência do eleitorado capixaba na disputa pela Presidência da República em relação à presidente Dilma Rousseff (PT). O Instituto Futura mostra o tucano com 23% das intenções estimuladas de voto e a petista com 20%.
Rejeição
Neste momento, a presidente é a mais rejeitada pelos capixabas, uma vez que 47,1% dizem que não votariam nela em hipótese alguma. Aécio tem 7,6% de rejeição e Campos, 3,4%.
Na pesquisa espontânea, Aécio e Dilma continuam empatados, com 12,9% e 12,5%, respectivamente. O percentual de indecisos chama a atenção: 54%. Os números estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob número BR-00211/2014.
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terça-feira, 24 de junho de 2014

Com PIBinho, Dilma não ganha eleições nem a pau!

Ossami Sakamori
Crédito da imagem: Diário do Litoral


Felizmente, os feriados por conta da Copa do Mundo está a terminar. Foram 3 dias de meio feriado no Brasil todo, sendo ou não sedes do evento.  O evento continua mas nos finais de semana até o término da Copa, no mês de julho, na cidade de Rio de Janeiro. 

A imprensa noticia, como sempre, as meias verdades. Colocam nas manchetes o movimento de restaurantes e hotéis nas sedes do evento, devido ao afluxo de estrangeiros torcedores.  Esquecem de comentar que o País parou nos dias que o time do Brasil esteve participando.

Já fiz matérias sobre isto.  A realização da Copa 2014, ao contrário do que o governo divulgam, trouxe prejuízo líquido em termo de PIB.  Lembrando que a Copa custou ao País R$ 50,8 bilhões.  A conta como sempre ficou para o povo pagar nos próximos anos, compulsoriamente, em forma de impostos.  

Neste início de semana, o boletim Focus do Banco Central divulgou a nova projeção de PIB do ano de 2014 em pífio 1,16%. Lembando que o orçamento da União foi baseado em projeção de crescimento para o ano de 2014 em 4,5%.  No início deste ano, já apontava projeção do PIB para 2014 em 2,6%.  Neste mês de junho, vai apontar crescimento negativo do PIB e é muito provável que o segundo trimestre termine com PIB negativo.

O quadro da economia não está nada bom.  O setor industrial contribuiu com PIB negativo, já no mês de maio. No mês de junho, por motivos expostos o crescimento do PIB vai continuar em queda.  Vamos considerar que, se o País conseguir fechar o PIB positivo, já seria um grande feito. Mas, com certeza o crescimento do PIB de 2014, será menor que 1%.

O governo Dilma, os analistas econômicos, empresários em geral estão atônitos com a repentina desaceleração da economia.  Para este blog, isto não é novidade.  A situação que hoje configura já era esperado por mim, baseado em pilares que sustenta a política econômica (sic) da Dilma. 

O quadro se agrava se considerarmos que a desaceleração da economia vem acompanhado de crescimento da inflação.  O quadro que denominamos de estagflação. A soma de inflação com desemprego é quadro bastante preocupante.  Isto é consequência da política econômica equivocada, baseado em valorização do real ou desvalorização do dólar.  O País passou da posição de exportador para importador.  A Dilma preferiu criar emprego lá fora, em detrimento à criação de empregos aqui no Brasil.

A Dilma não vai propor nenhuma medida de impacto na área econômica para corrigir os equívocos cometidos.  Pelo menos até o término de eleições, previsto para dia 26 de outubro, não tomará nenhuma medida estruturante na economia.  Dilma fará, no máximo, lançamento de programas e promessas de mudanças.  Nada fará para mudar a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" do povo.  Dilma quer se reeleger a todo o custo.

O terreno está fértil para as oposições ganhar as próximas eleições.  Nem precisa mais ser candidato com muita luminosidade.  Basta não falar besteira e propor a mudança que o povo quer.  Detectar que mudança o povo quer, precisaria que os candidatos desçam do palanque e se misturem no meio do povo.  Basta detectar os mais agudos problemas que o povo deseja de mudança.  

Com o PIBinho e inflação, nem Dilma e tão pouco Lula vão ganhar eleições em outubro deste ano.  Enfim, o Brasil vai experimentar os novos ventos, as novas brisas.  A certeza que eu tenho que na próxima primavera, as brisas da primavera soprarão no Brasil, de norte a sul. 


Dilma não ganha eleições, nem a pau!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Dilma tem 39%, Aécio, 21%, e Campos, 10%, indica pesquisa Ibope

19/06/2014 09h58 - Atualizado em 19/06/2014 10h03

O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (19), em Brasília.

Instituto ouviu 2.002 eleitores entre os últimos dias 13 e 15 em 142 cidades.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff  (PT) obteve 39% das intenções de voto na disputa deste ano pelo Palácio do Planalto em pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (19) e encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os outros dez candidatos e pré-candidatos a presidente da República somados acumulam 40%.
O segundo colocado na pesquisa é o senador Aécio Neves (MG), que foi oficializado no último sábado candidato do PSDB à sucessão de Dilma. Segundo o levantamento eleitoral, ele somou 21% das intenções de voto; o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pré-candidato do PSB, somou 10%; e, de acordo com a pesquisa, o quarto colocado na disputa presidencial é o Pastor Everaldo, do PSC (3%).
Veja os números do Ibope para a pesquisa estimulada:
- Dilma Rousseff (PT):  39%
- Aécio Neves (PSDB):  21%
- Eduardo Campos  (PSB): 10%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Magno Malta (PR): 2%
- José Maria (PSTU): 1%
- Outros com menos de 1%: 3%
- Brancos e nulos: 13%
- Não sabe/não respondeu: 8%

O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 142 municípios entre os dias 13 e 15 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00171/2014.

sábado, 14 de junho de 2014

Pesquisa Sensus aponta nova queda de Dilma

Pesquisa feita pelo Instituto Sensus mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu uma nova queda nas intenções


Atualizado: 14/06/2014 10:05 | Por AE, estadao.com.br
Pesquisa feita pelo Instituto Sensus mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu uma nova queda nas intenções de voto. No cenário mais provável, que inclui as candidaturas de partidos nanicos, a presidente caiu de 34% das intenções em abril para 32,2% no levantamento divulgado neste sábado pela revista IstoÉ.
Na direção contrária de Dilma, o senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB, subiu de 19,9% para 21,5% das intenções. Já Eduardo Campos, do PSB, oscilou negativamente de 8,3% para 7,5%, variação dentro da margem de erro de 1,4 ponto porcentual.
No mesmo cenário, o pastor Everaldo Pereira (PSC) se manteve com 2,3% das intenções de voto, Mauro Iasi (PCB) saiu de 0,3% para 1,7%, Eymael (PDC) ficou com os mesmos 0,4% de abril e Levy Fidelix (PRTB) oscilou de 0,1% para 0,2%. Randolfe Rodrigues (PSOL), que retirou ontem seu nome da disputa presidencial em favor de Luciana Genro, oscilou de 1,0% em abril para 0,9%. Brancos, nulos e indecisos caíram de 33,9% para 28,8%.
Nas simulações de segundo turno, a diferença entre a presidente Dilma Rousseff e seus potenciais adversários caiu. No cenário com Aécio Neves, o placar fica em 37,8% contra 32,7% do tucano (diferença de 5,1 pontos porcentuais). Em abril, Dilma ganharia de Aécio de 38,6% contra 31,9% (6,7 pontos porcentuais).
Quando o oponente de Dilma é Eduardo Campos, a presidente ganharia com 37,5% contra 26,9% (10,6 pontos de diferença). Em abril, o placar era de 39,1% para a petista contra 24,8% do pessebista (14,3 pontos).
A pesquisa Sensus, contratada pelo próprio Instituto, foi a campo entre 26 de maio e 4 de junho e ouviu 5000 eleitores em 191 municípios de 24 Estados do País. O levantamento tem nível de confiança estimado de 95% e margem de erro máxima de 1,4 ponto porcentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00161/2014.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Aécio Neves supera Dilma Rousseff em Goiás, revela pesquisa do Instituto Verus



JORNAL OPÇÃO


Pesquisa do Instituto Verus, dirigido por Luiz Felipe Gabriel, mostra que a situação da presidente Dilma Rousseff está complicada em Goiás. O levantamento, feito com 1.200 eleitores, em todo o Estado, entre 1º e 8 de junho, indica que Aécio Neves, pré-candidato a presidente pelo PSDB, tem 30% das intenções de voto. Dilma Rousseff é a segunda colocada – com 29,7%. Os dados caracterizam empate técnico, dada a margem de erro, mas a informação relevante é que a presidente não está bem e o tucano tem mais votos (intenções) do que em nível nacional (22%, numa pesquisa). Eduardo Campos (PSB) tem 18,3%.
A pesquisa, que foi divulgada na quinta-feira, 12, pelo jornal “Diário da Manhã”, está registrada no TRE (nº GO-00038/2014) no TSE.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

EM SÃO PAULO, REJEIÇÃO DE PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF É DE 61%

NO mAIOR COLÉGIO ELEITORAL DO PAÍS, 61% NÃO VOTARIAM EM DILMA 
“DE JEITO NENHUM”
Publicado: 9 de junho de 2014 às 17:06 - Atualizado às 18:17
DIÁRIO DO PODER 
Dilma Rousseff e Aecio Neves copy
Presidente Dilma Rousseff (PT) e presidenciável Aécio Neves (PSDB)
Entre os três principais pré-candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) é a mais rejeitada pelos eleitores de São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil. Pesquisa Datafolha divulgada na tarde de hoje (9) revela que 61% dos entrevistados não votariam na petista “de jeito nenhum”.
Tanto Aécio Neves (PSDB) quanto Eduardo Campos (PSB) venceriam Dilma em um confronto no segundo turno, considerando apenas os votos de São Paulo. Aécio alcança 46% da preferência do eleitorado contra 34% de Dilma. Em outro cenário, Campos aparece com 43% e Dilma mantém os 34%.
A pesquisa também apontou que presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, desbanca o ex-presidente Lula e aparece como cabo eleitoral mais influente. 29% dos entrevistados afirmaram que votariam “com certeza” em alguém indicado pelo ministro, enquanto 24% votariam “com certeza” em alguém indicado por Lula.


Congresso decide derrubar conselhos populares

11/06/2014 04:42
Blog do Josias 
Formou-se no Congresso uma sólida maioria a favor da derrubada do decreto editado por Dilma Rousseff para obrigar todos os órgãos federais a incluir conselhos populares nos seus organogramas. Inaugurada pela oposição, a resistência ao decreto presidencial ganhou a adesão de partidos governistas. Entre eles o PMDB. Se o Planalto não recuar, a novidade será enterrada pelo Legislativo.
Nesta terça-feira, uma obstrução promovida por quatro partidos oposicionistas (DEM, PSDB, PPS e SDD) e um governista (PSD) paralisou o plenário da Câmara, derrubando a sessão. Autor de um projeto que revoga o decreto de Dilma, o deputado pernambucano Mendonça Filho, líder do DEM, foi ao microfone para anunciar o bloqueio.
“A partir de agora, estamos em obstrução total em defesa da autonomia do Poder Legislativo e para fazer com que o Palácio do Planalto nos escute”, disse Mendonça. “Não aceitamos esse decreto arbitrário, ditatorial, que passa por cima do Parlamento brasileiro. […] Ou o presidente da Câmara e a Casa se pronunciam e aceitam votar esse decreto, ou não teremos outras votações.”
Presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) fez um apelo para que os patrocinadores da obstrução desistissem da manobra, prevista no regimento. Relatou aos colegas algo que já havia sido noticiado aqui no blog, no último final de semana. Em telefonema ao ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), Henrique sugerira que o Planalto substituísse o decreto de Dilma por um projeto de lei. Sob pena de sofrer uma derrota vexatória no plenário da Câmara.
“Se até esta quarta-feira o governo não tiver retirado o decreto, eu vou, sim, colocar em pauta. Vamos votar, com o apoio do PMDB, para derrubar o decreto”, disse Henrique Alves em plenário. “Antes de radicalizar, estou fazendo uma negociação republicana, para que o decreto seja revogado.” Os oposicionistas não se sensibilizaram. Henrique insistiu. Disse que a derrubada da sessão seria interpretada como manobra para fugir do trabalho por causa da Copa.
“A Câmara não trabalha só quando vota”, deu de ombros o líder do DEM. “Trabalha também quando se posiciona politicamente, deixando claro que houve uma invasão do nosso espaço institucional.” Mendonça recordou que a obstrução fora anunciada pela oposição desde a semana passada. “Não foi surpresa para ninguém.”
“O que deixa esta Casa desmoralizada são atitudes como essa da presidente Dilma”, ecoou Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDB. O coro foi engrossado pelo líder do PPS, Rubens Bueno (PR). A exemplo de Henrique Alves, Eduardo Cunha (RJ), do PMDB, rogou aos pares que levantassem a obstrução. Antecipou que os deputados peemedebistas ajudariam a derrubar o decreto se Dilma não o revogasse. Mas a oposição não recuou.
A sessão foi à breca no instante em que os deputados se preparavam para votar um projeto que regulamenta o direito de resposta nos meios de comunicação. A proposta foi à pauta em reação a uma reportagem exibida no programa Fantástico, na noite de domingo. Nela, os congressistas foram acusados, genericamente, de desviar parte do dinheiro das emendas orçamentárias para o caixa dois de suas campanhas.
Abespinhado com a interrupção dos trabalhos, Henrique Alves decidiu suspender também a sessão deliberativa desta quarta-feira. Como haverá jogo da seleção brasileira na quinta, a Câmara não votará mais nada nesta semana. É improvável que volte ao trabalho na semana que vem. Talvez nem na seguinte.
Do outro lado do prédio do Congresso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) também foi ao microfone para informar que conversara com Dilma sobre o decreto dos conselhos populares. Renan fez pose de valente diante dos senadores. “Quem representa o povo é o Congresso. Por isso, o ideal, como falei para a presidente da República, é que a proposta seja enviada através de um projeto de lei ou mesmo através de uma medida provisória, para que seja aprimorada aqui.”
A exemplo do que sucedeu na Câmara, a oposição apresentou no Senado uma proposta de revogação do decreto de Dilma. Autor da proposição, Alvaro dias, vice-líder do PSDB, cobrou de Renan a votação. “Essa cópia de modelo cubano ou de modelo venezuelano não aprimora o regime democrático.”, disse senador tucano. “Ao contrário, a iniciativa representa um flagrante retrocesso. E a ação que devemos tomar é a imediata aprovação do projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos do decreto presidencial.”
Outros senadores cobraram providências efetivas contra o decreto de Dilma. Entre eles, Pedro Taques (MT), do governista PDT. “Decreto presidencial não é lei. Decreto serve para detalhar, esclarecer, estabelecer o que está na lei. Esse decreto chega às raias da inconstitucionalidade desvairada, chapada, evidente”, disse Taques.
A despeito dos apelos, Renan não levou a voto a proposta que revogaria o decreto. Tão cedo não fará isso, já que anunciara, desde a semana passada, que o Senado não vai suar o paletó durante a Copa. Os senadores só retornarão ao trabalho em julho. Assim, ficou entendido que o decreto de Dilma, se não for revogado, será fulminado na Câmara e no Senado. Quando? Nem Deus sabe.

Acorda, jornalista!

FOLHA DE S. PAULO

Fernão Lara Mesquita 


Um golpe contra a democracia está em curso desde o último dia 26 de maio e a circunstância que o torna mais ameaçador do que nunca antes na história deste país é a atitude de avestruz que a imprensa tem mantido, deixando de alertar a população para a gravidade dessa agressão.

O decreto nº 8.243, assinado por Dilma Rousseff, que cria um "Sistema Nacional de Participação Social", começa por decidir por todos nós que "sociedade civil" deixa de ser o conjunto dos brasileiros e seus representantes eleitos por voto secreto, segundo padrão universalmente consagrado de aferição da legitimidade desse processo, e passa a ser um grupo indefinido de "movimentos sociais" que ninguém elegeu e que cabe ao secretário-geral da Presidência, e a ninguém mais, convocar para examinar ou propor qualquer lei, política ou instituição existente ou que vier a ser criada daqui por diante em todas as instâncias e entes de governo, diretas e indiretas, o que afeta também os governos estaduais e municipais hoje na oposição.

Apesar da violência desse enunciado, a maioria dos jornais e televisões do país nem sequer registrou o fato. E mesmo os que entraram no assunto depois vêm diluindo o tema no noticiário como se não houvesse nada com que seus leitores devessem se preocupar. Prossegue a sucessão de manchetes em torno do golpe de 1964, mas para o de 2014 o destaque é próximo de zero. Nenhum critério jornalístico justifica isso.

Esse decreto é, na verdade, um excerto do Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que o PT já tentou impor antes ao país também por decreto --nas vésperas do Natal de 2009, no apagar das luzes do governo Lula--, mas que, graças à forte reação da imprensa e consequente mobilização da opinião pública, foi obrigado a abortar.

O PNDH-3 contém 521 propostas que, além da revogação da Lei de Anistia, que passou "no tapa" depois que a imprensa comprou a ideia do governo de que a prioridade nacional é voltar 50 anos para trás e não correr 50 anos para a frente, institui "comissões de direitos humanos" nos Legislativos para fazer uma triagem prévia das matérias que eles poderão ou não processar; impõe a censura à imprensa; obriga a um processo de "reeducação" todos os professores do país; veda ao Judiciário dar sentenças de reintegração de posse de propriedades "rurais ou urbanas" invadidas, prerrogativa que se torna exclusiva dos "movimentos sociais"; desmonta as polícias estaduais para criar uma central única de comando de todas as polícias do país, e vai por aí afora.

Ciente de que tal amontoado de brutalidades jamais será aprovado pelo Legislativo, o PT está tratando de fazer com esse Poder o mesmo que fez com o Judiciário. Os juízes não dão as sentenças que queremos? Substituam-se os juízes por juízes "amigos". Um Legislativo eleito pelo conjunto dos brasileiros jamais transformará essas 521 propostas em lei? Substituam-se os legisladores por "movimentos sociais" amestrados sob a tutela da Presidência da República...

O argumento de que esse é o jeito de forçar o Congresso a reformas não é honesto. Para forçar reformas que o povo deseje, existem instrumentos consagrados tais como o do voto distrital com recall, que arma as mãos de todos os eleitores para demitir na hora os representantes que resistirem ou agirem contra a sua vontade. Este tipo de participação, sim, opera milagres estritamente dentro dos limites da democracia. Substituir os representantes eleitos por "representantes" que ninguém elegeu tem outro nome: chama-se golpe.

Depois da rendição do Judiciário com a renúncia de Joaquim Barbosa, só sobra a imprensa. E os feriados da Copa farão com que só haja pouco mais de meia dúzia de sessões legislativas completas em junho e julho somados. Depois é véspera de eleição. É bom, portanto, que ela desperte já dessa letargia, pois não haverá segunda chance: está escrito no PNDH-3 que a imprensa é a próxima instituição nacional a ser desmontada.


terça-feira, 10 de junho de 2014

Ibope: Dilma cai para 38%, e Aécio sobe para 22%

A  menos de um mês do início da campanha, pesquisa do Ibope mostra queda de Dilma e aumento das chances de a eleição ser resolvida no 2º turno

VEJA 

Dilma Rousseff, Eduardo Campos, e Aécio Neves
Dilma Rousseff, Eduardo Campos, e Aécio Neves ( Reuters e Folhapress e AFP)
Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira mostra que a presidente Dilma Rousseff oscilou negativamente em relação ao último levantamento. No cenário mais provável, que inclui candidaturas de partidos nanicos, a presidente saiu de 37% das intenções de voto em abril para 40% em maio, e agora recuou para 38%. O pré-candidato do PSDB, Aécio Neves, saiu de 14% em abril para 20% em maio, e agora alcançou seu maior patamar, com 22%. Eduardo Campos (PSB) soma 13% das intenções de voto, ante 11% em maio e 6% em abril.
No mesmo cenário, pastor Everaldo (PSC) manteve 3% das intenções de voto. José Maria (PSTU), Magno Malta (PR) e Eduardo Jorge (PV) têm 1% cada. Outros nanicos somam 1%. Brancos e nulos são 13% e indecisos, 7%. No levantamento de maio, brancos e nulos somavam 14% e indecisos, 10%.
A pesquisa foi contratada pela União dos Vereadores do Estado de São Paulo. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios entre 4 e 7 de junho. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais. O levantamento foi registrado sob o protocolo BR-00154/2014 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Segundo a Agência Estado, o Ibope testou cenários com diferentes vices para Aécio (José Serra, Tasso Jereissati e Aloysio Nunes), além de colocar Marina Silva (PSB) na chapa de Campos e Michel Temer (PMDB) na de Dilma. Marina é a única vice que provoca alterações significativas no panorama. Com seu nome associado ao dela, Campos fica com 17% a 18% das intenções de voto, a depender do cenário. A inclusão de Serra na chapa de Aécio faz com que o tucano marque 23%.

Segundo turno – No cenário comparável com as pesquisas anteriores, os concorrentes de Dilma somam 42%, quatro pontos a mais do que a petista. Isso indica que aumentou a chance de segundo turno. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 40%, e os adversários, 36%.
Em um eventual disputa com Aécio, a vantagem de Dilma caiu de 19 para 9 pontos porcentuais  –  em menos de um mês, o placar passou de 43% a 24% para 42% a 33%.
No cenário de confronto direto contra Campos, a petista também viu sua vantagem diminuir, de 20 pontos (42% a 22%) para 11 (41% a 30%).
A pesquisa também mostra que aumentou a rejeição à candidatura da presidente: a parcela do eleitorado que afirma que não votaria nela de jeito nenhum subiu de 33% para 38%.
(Com Estadão Conteúdo) 

Brasil perdoa dívida de ditador africano que tem fortuna de bilhões de dólares

10/06/2014
 às 18:45 \ Política & Cia

Coluna do

Ricardo Setti


 mansões na Europa, iates e coleção de carros de luxo

Mansão em Nice, na Côte d'Azur francesa: um dos 66 imóveis do ditador do Congo Brazzaville na Europa (Foto
Mansão em Nice, na Côte d’Azur francesa: um dos 66 imóveis do ditador do Congo Brazzaville na Europa (Foto: skirocket.net)
LUCROS NA ÁFRICA
Por José Casado, texto publicado no jornal O Globo

Numa tarde de quarta-feira de um ano atrás, 22 de maio, Dilma Rousseff pediu e o Senado concedeu, sem debate, perdão sobre 79% da dívida que o Congo-Brazzaville mantinha pendente com o Brasil há quatro décadas.
O débito somava US$ 353 milhões. O governo brasileiro renunciou a US$ 278 milhões. Aceitou receber US$ 68,8 milhões — em até 20 parcelas trimestrais até 2019 —, do país que é o quarto maior produtor de petróleo da África.
O perdão de Dilma foi o desfecho de uma operação iniciada em 2005 no Ministério da Fazenda, sob o comando de Antonio Palocci. O objetivo era abrir caminho para empreitadas privadas brasileiras no Congo-Brazzaville.
Cravado no coração africano, tem o tamanho de Goiás. É referência no mapa de produção de petróleo e se destaca na rota dos diamantes “de sangue” — sem origem —, moeda corrente no submundo de armas e do narcotráfico.
O ditador Denis Sassou-Nguesso e a esposa, sentados como que num trono: no poder, direta ou indiretamente, há 35 anos (Foto: AFP)
O ditador Denis Sassou-Nguesso e a esposa, sentados como que num trono: no poder, direta ou indiretamente, há 35 anos (Foto: AFP)

Seus quatro milhões de habitantes sobrevivem com renda per capita (US$ 2.700) semelhante à do Paraguai. O poder local está concentrado no clã de Denis Sassou Nguesso, de 71 anos, que se tornou um dos mais longevos cleptocratas africanos.
Ex-pobres, os Nguesso detêm bilionário patrimônio no qual constam 66 imóveis de luxo na França, em áreas nobres do eixo Paris-Provence-Riviera — segundo documentos de tribunais de Londres e Paris.


Congresso reage e dá prazo para Dilma revogar decreto bolivariano

Presidentes da Câmara e do Senado cobraram que o Palácio do Planalto desista da medida; PMDB já anunciou que trabalhará para derrubar o texto

VEJA
Marcela Mattos, de Brasília
 Dilma Rousseff durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, em Brasília
PRESSÃO – Partidos dão prazo para Dilma revogar decreto (Reuters)
A mobilização que começou nas bancadas de oposição se espalhou pelos partidos governistas, e o Congresso Nacional decidiu reagir ao Decreto 8.243/2014, assinado pela presidente Dilma Rousseff. A medida institui, numa canetada, a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública e indireta num ataque à democracia representativa.
Pressionados por líderes de partidos, os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediram pessoalmente à presidente, que hoje compareceu ao Congresso para a Convenção Nacional do PMDB, que desista do decreto. Conforme antecipou a coluna Radar on-line, Alves já havia procurado o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) para pedir a revogação do texto.
Alves foi particularmente bombardeado por ter se recusado a colocar em votação um decreto legislativo da oposição para anular os efeitos do decreto de Dilma. Nesta terça, porém, seu discurso mudou: “Se até amanhã o governo não atender, nós vamos votar a favor da derrubada do decreto”. Segundo aliados, o peemedebista ficou irritado com a desistência de última hora de Dilma em participar da inauguração do aeroporto potiguar de São Gonçalo do Amarante. Alves é candidato ao governo do Estado e espera ter Dilma em seu palanque. “Ainda não pautei o projeto para, ao meu estilo, tentar a retirada do decreto”, justificou-se.
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Em plenário, Renan também pediu que o Palácio do Planalto recue: "Sempre defendi a ampliação da participação popular, mas não é aconselhável que se recorra a um decreto para tal. Quem representa o povo é o Congresso Nacional e, por este motivo, o ideal – eu falei isso para a presidente e queria repetir aqui – é que a proposta seja enviada através de um projeto de lei ou mesmo através de uma medida provisória, para que sejam aqui aprimorados, para que possam receber as insubstituíveis colaborações e aprimoramentos dos deputados e dos senadores".
O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), disse que o partido vai apoiar a derrubada do texto caso Dilma não recue da decisão. Cinco partidos já anunciaram obstrução às votações na Câmara: DEM, PSDB, PPS, PSD e Solidariedade. 


Nesta terça-feira, a sessão da Câmara voltou a ser tomada por críticas ao decreto de Dilma. O texto foi classificado de “autoritário” e “ditatorial” por deputados da oposição. “Se a presidente revogar a matéria, será um recuo salutar. É um ato de humildade”, argumentou o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Datafolha: Dilma cai a 34%, Aécio tem 19% e Campos, 7%

Eleições 2014

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Pesquisa confirma tendência de queda da petista. Eduardo Campos também oscila negativamente e Aécio é o único a se manter dentro da margem de erro

A presidente Dilma Roussef, o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos
A presidente Dilma Roussef, o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (Antonio Cruz/ABr e Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Uma nova pesquisa eleitoral do instituto Datafolha sobre a eleição presidencial confirma a tendência de queda da presidente Dilma Rousseff em sua tentativa de reeleição. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, Dilma caiu três pontos em relação à última pesquisa do instituto – a petista oscilou de 37% para 34%. Mas seus adversários na disputa ao Palácio do Planalto não subiram na preferência do eleitor. Aécio Neves (PSDB) tinha 20% e agora soma 19%, enquanto Eduardo Campos (PSB) aparece com 7%, ante 11% na pesquisa anterior.
O pré-candidato tucano foi o único entre os principais nomes na disputa que se manteve dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O cenário para um segundo turno, porém, mudou pouco. Somados, Aécio Neves, Eduardo Campos, o Pastor Everaldo (PSC) e demais pré-candidatos adversários de Dilma têm 35%, três pontos a menos do que no último levantamento. Mas, com a queda da petista, os rivais juntos seguem com um ponto percentual a mais do que a presidente, exatamente como no início de maio. A possibilidade do segundo turno, portanto, continua concreta.        
Reinaldo Azevedo:

Indecisos – A pesquisa revelou que o segmento que mais cresceu no intervalo de maio para junho foi o dos indecisos, de 8% para 13%. Já os que disseram pretender votar nulo ou em branco somam 17% – ou seja, quase um terço dos eleitores não possui candidato definido. 
Segundo o Datafolha, esses números podem ser interpretados como sinal de desalento dos eleitores com a política e também com os rumos da economia do país, o baixo crescimento econômico e a inflação em alta, fatores que têm contribuído para a queda de popularidade da presidente Dilma. A pesquisa foi realizada entre terça-feira, dia 3, e quinta, dia 5, em 207 municípios. O Datafolha ouviu 4.337 pessoas.


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